Os preços do petróleo estão a desvalorizar nesta quarta-feira (13), depois de terem acelerado quase 8% nas últimas três sessões, numa altura em que as negociações para acabar com o conflito no Médio Oriente chegaram a um impasse. Os Estados Unidos da América (EUA) recusaram a contraproposta do Irão para terminar de vez com as hostilidades e vários representantes norte-americanos têm apontado para uma retoma dos ataques no golfo Pérsico, com Donald Trump a afirmar que o cessar-fogo está em modo “suporte de vida”.
Nesta manhã, o Brent – de referência para a Europa – cai 1,19% para 106,48 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) – que serve de referência para os EUA – cede 1,11% para 101,01 dólares. Por sua vez, o gás natural negociado em Amesterdão acompanha a trajectória dos preços do crude e cai 0,86% para 46,28 euros por megawatt.
A atenção dos investidores vira-se agora para a cimeira entre Trump e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, mas não se espera que o tema da guerra no Irão tenha grande destaque. Pelo menos, foi essa a indicação do Presidente dos Estados Unidos, que diz preferir focar-se nas relações comerciais com os dois países.
Aos jornalistas, o líder norte-americano reafirmou nesta terça-feira que “o Irão está sob controlo”, apesar de as negociações estarem bloqueadas e o Estreito de Ormuz, vital para o comércio global, continuar encerrado.
A pressão interna sobre Trump também está a aumentar, principalmente depois de a inflação no país ter atingido o nível mais elevado desde 2023, à boleia de uma escalada nos preços dos combustíveis. O índice dos preços no consumidor acelerou para 3,8% em Abril em termos homólogos, ficando ligeiramente acima das estimativas dos economistas. Foi o suficiente para aumentar as probabilidades de a Reserva Federal (Fed) avançar com uma subida nas taxas de juro neste ano, embora o consenso continue a apontar para um aperto monetário apenas em 2027.
“A inflação está a regressar com força – impulsionada, em grande parte, pelos preços do petróleo que se mantêm elevados -, o que irá dominar o panorama da inflação durante o resto do ano, à medida que o conflito no Médio Oriente continua a desenrolar-se”, explica Skyler Weinand, da Regan Capital, à Bloomberg.

























































