O ouro está a negociar com perdas pouco avultadas esta quarta-feira, numa altura em que a escalada da inflação nos Estados Unidos da América (EUA) está a fazer com que os investidores aumentem as probabilidades de a Reserva Federal (Fed) norte-americana aumentar as taxas de juro ainda neste ano. O metal precioso tende a perder terreno com apertos monetários, uma vez que não rende juros.
Nesta manhã, o ouro cede 0,2% para 4705,72 dólares por onça, depois de já ter perdido 0,4% do seu valor na terça-feira, pressionado por uma subida de preços acima do esperado na maior economia do mundo. O índice dos preços no consumidor norte-americano acabou por acelerar para 3,8% no mês passado, ficando ligeiramente acima dos 3,7% previstos pelos economistas e alcançando o valor mais elevado desde 2023.
O mercado de swaps vê agora uma probabilidade de mais de 40% da Fed avançar com um aperto monetário de 25 pontos base ainda neste ano, quando no final de Abril esse valor estava reduzido quase a zero. Quanto mais o conflito no Médio Oriente durar e o Estreito de Ormuz continuar a enfrentar disrupções, mais este valor poderá aumentar, com o banco central a ver-se obrigado a subir as taxas de juro para fazer face a um disparo nos preços, principalmente na energia.
No entanto, e apesar das perspectivas de um aperto monetário estarem a crescer, o ouro tem conseguido evitar grandes perdas. Esta relação “assimétrica”, como descreve Yuxuan Tang, estratega cambial no JPMorgan Private Bank, não é nova. “Observámos o mesmo padrão, muito acentuado, a partir de 2022. Os preços do ouro mantiveram-se estáveis quando as taxas subiram. E tenderam a subir quando as taxas baixaram”, disse à Bloomberg.

























































