O grupo Vodacom destacou o desempenho da operação moçambicana como um dos factores que sustentaram o crescimento internacional do grupo no exercício financeiro terminado a 31 de Março de 2026, período marcado pelo arranque da estratégia “Visão 2030” e por resultados acima das metas traçadas pela operadora, segundo informou o portal Engineering News.
Segundo os resultados anuais divulgados esta terça-feira (12), a empresa registou um crescimento de dois dígitos nas receitas e nos lucros, beneficiando do desempenho robusto das operações em vários mercados africanos, entre os quais Moçambique, Tanzânia, República Democrática do Congo, Lesoto e Egipto.
As receitas do grupo cresceram 10,1% para cerca de 9,1 mil milhões de dólares, enquanto o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) aumentou 12,8%, fixando-se em aproximadamente 3,4 mil milhões de dólares.
O presidente executivo da Vodacom, Shameel Joosub, afirmou que o grupo iniciou “de forma sólida” a implementação da estratégia “Visão 2030”, sublinhando que o desempenho das operações internacionais demonstrou resiliência e capacidade de expansão.
“O nosso portefólio diversificado continua a demonstrar resiliência em diferentes geografias”, afirmou o gestor, destacando igualmente o forte crescimento registado no Egipto e o desempenho positivo das operações internacionais.
Embora a empresa não tenha divulgado dados financeiros específicos sobre Moçambique, o mercado moçambicano foi referido entre os que contribuíram para a estabilidade das receitas de serviços do grupo, numa altura em que a operadora continua a expandir os serviços digitais e financeiros no continente africano.
A Vodacom indicou ainda que a base total de clientes aumentou 12,3%, para 237,3 milhões de utilizadores nos oito mercados onde opera, superando a meta anual definida na estratégia Visão 2030.
Durante o período em análise, os serviços financeiros do grupo cresceram 19,6%, gerando receitas de cerca de 911,8 milhões de dólares, impulsionados sobretudo pelas áreas de pagamentos digitais, seguros, poupança e crédito.
A empresa anunciou igualmente o reforço da sua ambição estratégica, prevendo alcançar 275 milhões de clientes até 2030, acima da meta anterior de 260 milhões.
No exercício financeiro de 2026, o grupo investiu aproximadamente 1,3 mil milhões de dólares em infra-estruturas, modernização da rede e expansão da conectividade digital, incluindo a instalação de novos sites 4G e 5G em vários mercados africanos.



























































