As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta terça-feira (12) divididas entre ganhos e perdas, numa altura em que o frágil cessar-fogo alcançado entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão está a ser ameaçado pelo bloqueio nas negociações para alcançar a paz no Médio Oriente. O Presidente norte-americano, Donald Trump, chegou mesmo a declarar que o acordo de suspensão dos ataques está em “suporte de vida”, levando os investidores a apostarem que o Estreito de Ormuz não vai reabrir tão cedo.
“Ainda não se vislumbra um acordo e os riscos continuam elevados”, explica Mark Haefele, do gabinete de investimento do UBS, à Bloomberg. “Ambas as partes continuam sob pressão para chegar a um acordo”, diz ainda, referindo que essa pressão só deverá aumentar com a visita de Trump a Pequim na quinta-feira. O líder dos EUA vai reunir-se com o homólogo chinês e a guerra no Irão deverá dominar a agenda, em conjunto com as relações comerciais dos dois países.
O MSCI Asia Index – benchmark para a região – está a desvalorizar 0,6% nesta manhã, enquanto a negociação de futuros do Euro Stoxx 50 aponta para uma abertura em território negativo, com perdas de igual magnitude. Estes movimentos seguem-se a mais uma sessão bastante optimista em Wall Street, com o S&P 500 e o tecnológico Nasdaq Composite a acelerarem para novos máximos, impulsionados por ganhos no sector da Inteligência Artificial (IA) – nomeadamente nas fabricantes de chips.
Na Ásia, a IA também esteve em destaque nesta sessão, embora tenha servido mais como um factor de pressão do que um catalisador. O sul-coreano Kospi – “cabeça de cartaz” para a tecnologia e o índice com melhor desempenho neste ano – caiu 2,60% dos máximos históricos atingidos no dia anterior, depois de um alto representante do Presidente ter sugerido o que chama de “dividendo para os cidadãos” através da introdução de uma taxa sobre os lucros da indústria de IA.
Em pouco mais de uma hora e meia, o Kospi perdeu mais de 300 mil milhões de dólares em valor – cerca de 3 mil milhões por minuto, o que acabou por ter um impacto negativo nas restantes praças da região. O australiano S&P/ASX 200 encerrou a sessão com um recuo de 0,36%, enquanto os chineses Shanghai Composite e Hang Seng, de Hong Kong, perderam 0,27% e 0,2%, respectivamente. Já o japonês Nikkei 225 conseguiu resistir à turbulência e valorizou 0,48%.


























































