O Governo lançou esta segunda-feira (11), em Maputo, um programa-piloto de transporte escolar que prevê reduzir para metade o custo das viagens para estudantes, através da introdução de um sistema electrónico de bilhética e de monitorização em tempo real das viaturas.
De acordo com a Lusa, a iniciativa foi apresentada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a cerimónia de entrega de 190 autocarros movidos a gás destinados ao reforço do transporte público na cidade e província de Maputo, dos quais 40 serão utilizados especificamente no transporte escolar.
Com o novo sistema, os estudantes abrangidos pelo projecto-piloto passarão a pagar 12 meticais por viagem, contra os actuais 24 meticais, através de um bilhete electrónico que permitirá igualmente controlar o acesso e a utilização dos autocarros. “Este não é apenas um investimento em mobilidade, é um investimento directo no capital humano moçambicano, na nossa juventude, que é o futuro deste País”, afirmou Daniel Chapo.
Segundo o chefe do Estado, o objectivo é garantir que nenhum estudante abandone a escola por dificuldades de deslocação, acrescentando que o projecto será expandido gradualmente para outras regiões do País. “Ao garantir transporte escolar seguro, acessível e organizado, estamos a criar melhores condições para o aproveitamento pedagógico, para a redução do abandono escolar e para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”, declarou.
O sistema funcionará integralmente em formato electrónico, incluindo mecanismos de rastreamento das viaturas e monitorização em tempo real, permitindo às famílias acompanhar a localização dos autocarros e reforçando as condições de segurança dos passageiros.
O Presidente da República explicou ainda que os novos autocarros estão equipados com tecnologia de controlo automático de velocidade, impedindo que ultrapassem os 80 quilómetros por hora, independentemente da actuação do motorista. “Por mais que peçam ao motorista destes autocarros para acelerar, estes autocarros não vão passar dos 80 quilómetros por hora, porque a segurança do povo moçambicano está em primeiro lugar”, afirmou.
As viaturas possuem igualmente sistemas electrónicos capazes de detectar sinais de fadiga ou sonolência dos motoristas, emitindo alertas automáticos para prevenir acidentes rodoviários.
Durante o discurso, Daniel Chapo mostrou-se preocupado com os elevados índices de sinistralidade rodoviária no País, recordando o acidente ocorrido no sábado, na província de Nampula, que provocou a morte de 16 pessoas, incluindo 11 crianças, transportadas numa viatura de mercadorias.
Dados divulgados pela Procuradoria-Geral da República indicam que Moçambique registou 611 acidentes de viação em 2025, dos quais resultaram 830 mortes, mais cinco vítimas mortais face ao ano anterior.























































