O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou a entrega de 200 autocarros como medida para mitigar o impacto do recente aumento dos preços dos combustíveis líquidos, num contexto em que a subida de até 45,5% anunciada pela Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) agravou a pressão sobre o abastecimento, provocando escassez em postos de combustível, longas filas e restrições no fornecimento, sobretudo ao transporte público.
Segundo Chapo, que falava em comício popular no bairro de Mágoè, na província de Tete, os autocarros serão entregues na segunda-feira (11) para amenizar a crise na cidade e província de Maputo.
Para reduzir a crise de combustíveis, o Presidente também afirmou que o país irá lançar projectos de abastecimento de veículos a gás, bem como aumentar a capacidade nacional de armazenamento.
“A questão dos preços dos combustíveis não é exclusiva de Moçambique, é um problema global, tal como foi a Covid-19. O País conseguiu atenuar parte do impacto graças às reservas estratégicas mantidas nos seus portos nacionais, embora a guerra em curso no Médio Oriente exija novas medidas de contenção”, afirmou.
“Com a crise naquela região e a destruição de refinarias, o mundo já não tem a mesma quantidade de combustível que tinha há dois meses”, acrescentou.
Cerca de 80% das importações de combustível de Moçambique passam por rotas ligadas ao Estreito de Ormuz, o que significa que o impacto da guerra no Oriente Médio é potencialmente desastroso para a economia nacional.
“Vamos disponibilizar 200 autocarros para atender a população, facilitar o transporte e minimizar o impacto desta crise. Chegou a hora do nosso gás servir ao povo, por isso lançaremos neste ano projectos de abastecimento de gás para veículos, inicialmente em Inhambane”, afirmou.
“Estamos a tomar diversas medidas para minimizar o impacto do aumento do preço dos combustíveis na vida da nossa população”, acrescentou.
O Governo também admitiu que a crise de combustíveis no País está relacionada à escassez de moeda estrangeira (principalmente dólares americanos), o que significa que “o combustível não está a chegar dos portos aos postos de gasolina porque as empresas proprietárias dos postos estão a enfrentar problemas financeiros”.
Fonte: Agência de Informação de Moçambique


























































