O megaprojecto de gás natural liquefeito (GNL) Rovuma LNG, localizado na Área 4 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, liderado pela petrolífera norte-americana ExxonMobil, está mais próximo da Decisão Final de Investimento (FID, sigla em inglês), prevista para o segundo semestre deste ano, podendo gerar até 150 mil milhões de dólares em receitas ao longo de três décadas.
Intervindo em Maputo durante a 12.ª Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique (MMEC 2026), realizada em Maputo, o director-geral da ExxonMobil Moçambique, Arne Gibbs, afirmou que a empresa submeteu em Abril, ao Governo, um plano revisto de desenvolvimento do projecto, que prevê uma abordagem modular destinada a aumentar a capacidade de produção de gás natural liquefeito e melhorar a eficiência operacional.
De acordo com o responsável, o aumento da escala permitirá elevar os volumes de produção sem um crescimento proporcional dos custos, considerando ainda que o Rovuma LNG poderá tornar-se o maior projecto de LNG alguma vez desenvolvido em África.
Após dois anos de trabalhos de engenharia e revisão técnica, Arne Gibbs, citado pelo Green Building Africa, disse ter sido introduzido um novo conceito de desenvolvimento considerado determinante para reforçar a viabilidade comercial do empreendimento.
Gibbs defendeu ainda que os benefícios económicos para Moçambique deverão começar antes mesmo do arranque da produção de gás, através da cobrança de impostos e taxas durante a fase de construção, bem como da participação do sector bancário nacional no financiamento das operações.
Também no ano passado, o Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que a petrolífera norte-americana deveria avançar com a FDI antes de Julho de 2026, recordando que, nas conversações realizadas em Houston, tinha ficado claro que a retoma da TotalEnergies facilitaria o avanço da ExxonMobil.
As condições de segurança em Cabo Delgado foram indicadas pela petrolífera como factor para retomar o processo. O director-executivo Darren Woods afirmou, a 31 de Outubro, que a situação tinha melhorado e que o consórcio estava a trabalhar com a TotalEnergies nesse sentido.
O projecto Rovuma LNG, avaliado em 30 mil milhões de dólares (1,91 bilião de meticais), é liderado pela ExxonMobil, com a italiana Eni a comandar a componente flutuante (Coral Norte e Coral Sul). Aguarda-se pela FDI neste ano, sendo que a exportação do primeiro carregamento de gás está prevista para 2030.
São concessionárias da Área 4 a Mozambique Rovuma Venture (MRV) S.p.A, uma joint venture co-propriedade da Eni, da ExxonMobil e da CNODC (70%), a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P. (10%), a Galp Energia Rovuma B.V. (10%) e a KOGAS Moçambique Ltd. (10%).



























































