A Federação Nacional das Associações Agrárias de Moçambique (FENAGRI) defende que o Governo promova investimentos capazes de incentivar o uso de energias renováveis no sector agrícola, como forma de compensar os elevados custos dos combustíveis fósseis. A organização acrescenta que os preços actuais dos combustíveis estão a gerar impactos negativos sobre a actividade agrícola, comprometendo a produção.
De acordo com a Agência de Informação de Moçambique, a sugestão foi apresentada pelo presidente do organismo, Miguel Cumaio, durante uma reunião com membros do Governo e de associações agrícolas que operam na província de Maputo, região Sul de Moçambique.
Na sua intervenção, Cumaio afirmou acreditar que Moçambique reúne condições naturais favoráveis para garantir a sustentabilidade dos recursos renováveis, reconhecendo que o investimento inicial poderá ser elevado, mas defendendo que os benefícios a longo prazo compensarão os custos.
O País enfrenta há várias semanas dificuldades no abastecimento de combustíveis, com postos encerrados em diferentes regiões, longas filas de espera, limitações na compra de gasóleo e gasolina, bem como redução da oferta de transportes.
“O litro de gasolina sobe para 93,69 meticais, quando antes custava 83,57 meticais, e o gasóleo sobe de 79,88 meticais para 116,25 meticais. Já o petróleo de iluminação aumenta de 66,86 meticais para 97,56 meticais por litro, o gás de cozinha passará de 86,05 meticais para 87,82 meticais por quilograma e o gás natural veicular de 41,11 meticais para 52,73 meticais por litro”, detalhou PCA da Autoridade Reguladora de Energia (Arene), Paulo da Graça.
O Executivo admitiu ainda possibilidade de efectuar uma revisão orçamental “em caso extremo”, se a guerra no Médio Oriente se intensificar ao ponto de provocar a subida generalizada dos preços do petróleo.
“No cenário mais extremo e adverso, poderá, sim, ser necessária uma revisão orçamental. O impacto da guerra faz-se sentir na economia, através da inflação importada e do aumento dos preços dos combustíveis, que podem provocar uma subida dos bens alimentares essenciais. O conflito pode ainda determinar um agravamento da despesa pública, não tanto em termos quantitativos, mas em termos de valor”, explicou.
Os Estados Unidos da América e Israel lançaram, a 28 de Fevereiro, um ataque militar contra o Irão, tendo morto, durante a ofensiva, o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. Em resposta, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infra-estruturas em países da região.
O Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é atravessado por cerca de 20% do petróleo e por uma parte significativa do gás natural liquefeito comercializado por via marítima, segundo dados da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos e das Nações Unidas.



























































