Os principais índices norte-americanos encerraram a penúltima sessão da semana em terreno negativo, ao recuar dos máximos históricos alcançados no arranque da negociação, num dia marcado pelo crescente cepticismo dos investidores relativamente a um possível acordo de paz entre os Estados Unidos América (EUA) e o Irão. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo inverteram a tendência inicial e o crude de referência para a Europa voltou a negociar acima dos 100 dólares por barril.
Depois de terem atingido novos recordes no início da sessão, o Standard & Poor’s 500 e o tecnológico Nasdaq Composite terminaram o dia com perdas de 0,38% e 0,13%, respectivamente, enquanto o industrial Dow Jones caiu 0,63%. A mudança de sentimento nos mercados ocorreu após informações de que a Administração Trump pretende retomar o chamado “Projecto Liberdade”, uma iniciativa destinada a escoltar embarcações no Estreito de Ormuz e a contornar o bloqueio imposto pelo Irão naquela rota marítima estratégica.
O programa tinha sido interrompido na madrugada de quarta-feira, numa tentativa dos EUA de sinalizar maior abertura para negociações com o Irão. Segundo o Wall Street Journal, a Casa Branca enviou ao Paquistão (mediador nas conversações) um memorando com 14 pontos destinados a facilitar um acordo de paz. Contudo, até ao momento, o regime iraniano não respondeu formalmente à proposta.
Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos América, terá dado um prazo de 48h ao Irão para aceitar as condições apresentadas, que incluem a reabertura de Ormuz, advertindo que, caso contrário, os bombardeamentos poderão ser retomados no Médio Oriente. Apesar disso, declarações públicas de responsáveis iranianos apontam para uma rejeição da proposta norte-americana.
Perante a ausência de progressos concretos na frente diplomática, os investidores concentraram atenções na época de resultados empresariais, que se aproxima do fim. Mais de 80% das empresas do S&P 500 que já divulgaram contas conseguiram superar as expectativas dos analistas em matéria de lucros, acima da média dos últimos cinco anos para o primeiro trimestre.
Entre os destaques do dia esteve a Whirlpool, que afundou 11,91% depois de rever em baixa as previsões de lucros para este ano e de alertar que a guerra no Irão provocou um abrandamento económico comparável a uma recessão no sector. Já a McDonald’s recuou 0,1%, apesar de ter apresentado resultados acima das previsões em termos de vendas e lucros.


























































