Os principais índices asiáticos fecharam a última sessão da semana com uma maioria de perdas e afastando-se de recordes atingidos nos últimos dias, à medida que uma escalada das tensões no Médio Oriente durante esta quinta-feira (7) pressionou o sentimento do mercado e levou o petróleo a fixar novos ganhos.
Os futuros do norte-americano S&P 500 seguem a somar cerca de 0,30%, enquanto, pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 cedem 0,70%, apontando para uma abertura em baixa.
Por Taiwan, o TWSE cedeu 0,79%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong caiu 0,96%, enquanto o Shanghai Composite deslizou 0,085%. Na Coreia do Sul, o Kospi fixou um novo máximo histórico de 7503,27 pontos, com o índice de referência do país a encerrar com ganhos de 0,13%. Já quanto ao Japão, o Nikkei perdeu 0,22% e o Topix caiu 0,31%.
O recuo das praças bolsistas chega depois de as forças norte-americanas terem respondido a ataques iranianos contra contratorpedeiros que navegavam no Estreito de Ormuz na quinta-feira. O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, ameaçou atacar o Irão de forma “mais violenta” no futuro, caso o país não assinasse um acordo rapidamente. Trump descreveu a acção militar como uma “palmadinha de amor” numa entrevista telefónica à ABC News e afirmou que o cessar-fogo com o Irão continuava “em vigor”.
Ainda assim, apesar da queda registada nesta sexta-feira, os principais índices asiáticos encerraram o conjunto da semana em território positivo pela quinta semana consecutiva — a série de valorizações mais longa desde Janeiro —, com cotadas ligadas à Inteligência Artificial (IA) e o apetite renovado dos investidores por esta área a ajudarem a impulsionar as bolsas e cotadas da região.
O Kospi é o índice com melhor desempenho do mundo em 2026, à medida que os investidores apostam que as empresas do país irão beneficiar enquanto principais fornecedores da expansão da IA. Nesta linha, o Goldman Sachs aumentou novamente a sua meta para o índice de referência da Coreia do Sul em menos de três semanas, afirmando que o mercado está a subestimar a durabilidade dos lucros do sector de memórias semicondutoras. Entre os movimentos do mercado no país, a SK Hynix avançou mais de 2%.
“As acções estão a ignorar a guerra, enquanto o petróleo continua a manter o seu prémio de guerra”, afirmou à Bloomberg Hebe Chen, da Vantage Global Prime. Trata-se de “uma desconexão que indica que os mercados concluíram discretamente que o pior cenário está a desaparecer e viraram uma nova página, mesmo que a tinta ainda não tenha secado”, acrescentou.
Noutra medida, “em todos os mercados accionistas, o ritmo dos ganhos tem sido, de facto, bastante rápido com catalisadores limitados, pelo que, quando surgem notícias negativas, os mercados ficam vulneráveis à realização de lucros”, afirmou, por sua vez, Yugo Tsuboi, da Daiwa Securities. “Não acredito que o optimismo em relação à conclusão de um acordo entre os EUA e o Irão, que se acumulou ao longo da semana passada, vá desaparecer completamente depois disto”, resumiu.


























































