A Confederação das Associações Económicos (CTA) afirmou que espera dias “muito difíceis”, sobretudo ao nível no poder de compra, após o aumento dos preços de combustíveis, defendendo acções conjuntas com o Governo para reduzir um impacto inevitável.
“Significa que teremos este impacto todo repercutido nos consumidores finais. Podemos esperar dias mais difíceis”, disse à Lusa o vice-presidente da CTA, Onório Manuel, reconhecendo que o problema já era conhecido, mas não na perspectiva do aumento dos combustíveis que influenciam todas as áreas.
O responsável avançou que se trata de “uma situação que temos de aceitar e não politizar. E isso não tem absolutamente nada a ver com aquilo que é a boa ou não gestão do Governo, tem a ver com a conjuntura internacional”, referiu, considerando a redução do poder de compra do consumidor como um “impacto directo” desta crise.
Entre outras consequências dos ajustes nos preços de combustíveis, sobretudo para o consumidor final, a CTA apontou o aumento do custo de vida das famílias, alertando que vai perpetuar situações de desigualdade.
Onório Manuel reconheceu que para Moçambique são esperados “impactos nefastos” com reflexos em toda a cadeia, da produção até ao escoamento de produtos, nos vários sectores, dos quais o turismo, comércio, serviços, agricultura e transportes.
Como alternativas para mitigar o impacto, defendeu o reforço do transporte público, com introdução de viaturas eléctricas e outras movidas a gás, medida que considerou específica para aliviar o peso e ajudar à sobrevivência da população.
O vice-presidente da CTA afirmou ainda que as empresas moçambicanas não estavam preparadas para os novos preços dos combustíveis, pedindo intervenção do Governo para mitigar os efeitos.
“O litro de gasolina sobe para 93,69 meticais, quando antes custava 83,57 meticais, e o gasóleo sobe de 79,88 meticais para 116,25 meticais. Já o petróleo de iluminação aumenta de 66,86 meticais para 97,56 meticais por litro, o gás de cozinha passará de 86,05 meticais para 87,82 meticais por quilograma e o gás natural veicular de 41,11 meticais para 52,73 meticais por litro”, detalhou PCA da Autoridade Reguladora de Energia (Arene), Paulo da Graça.



























































