Os terminais portuários de Nacala e Matola, nas províncias de Nampula e Maputo, nas regiões Norte e Sul do país, respectivamente, receberam no domingo e segunda-feira (3 e 4 de Maio) um reforço de combustíveis, com o descarregamento de mais de 27 milhões de litros do produto. As operações foram coordenadas em conjunto com as distribuidoras e, segundo as autoridades, deverão contribuir para assegurar a estabilidade do abastecimento naquelas regiões. e garantem a estabilidade naquelas zonas.
De acordo com a reportagem da Televisão de Moçambique (TVM), no Porto de Nacala, o navio DEE 4 LARCH terminou com sucesso o descarregamento de 10 milhões de litros de gasolina, com a carga a ser direccionada para os terminais oceânicos operados pelas distribuidoras Petromoc e Camel oil.
“A Petromoc terá recebido 6 milhões de litros, enquanto a Camel Oil contou com uma previsão de 4 milhões de litros. Este combustível foi importado exclusivamente para o mercado nacional. Após cumprir o calendário em Nacala, a embarcação seguiu viagem para Pemba, na província de Cabo Delgado, onde descarregou mais gasolina”, segundo a reportagem da TVM.
Por outro lado, o navio MT MFM MEMPHIS concluiu o descarregamento de 17 milhões de litros de gasóleo no Terminal de Combustíveis do Porto da Matola. O volume destina-se aos terminais oceânicos que abastecem a região sul de Moçambique, assegurando o consumo doméstico e o funcionamento das actividades produtivas.
“Estas operações são fundamentais para garantir que o fluxo de mercadorias e a mobilidade de pessoas não sofram interrupções devido à falta de combustível nos postos de abastecimento”, concluiu a reportagem.
A primeira-ministra, Benvinda Levi, voltou a avisar nesta terça-feira, 5 de Maio, que o Governo vai avançar com um ajuste gradual dos preços dos combustíveis face à continuidade da guerra no Médio Oriente, pedindo que não se propaguem mensagens geradoras de pânico na sociedade.
Os Estados Unidos da América e Israel lançaram, a 28 de Fevereiro, um ataque militar contra o Irão, tendo morto, durante a ofensiva, o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. Em resposta, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infra-estruturas em países da região.
O Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é atravessado por cerca de 20% do petróleo e por uma parte significativa do gás natural liquefeito comercializado por via marítima, segundo dados da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos e das Nações Unidas.























































