O sector privado da África do Sul expandiu-se ao ritmo mais rápido em quase quatro anos em Abril passado, à medida que as vendas e a produção aumentaram face às preocupações com o abastecimento ligadas à guerra no Irão, revelou um inquérito empresarial divulgado nesta quarta-feira, 6 de Maio, e citado pela Reuters.
O Índice de Gestores de Compras (PMI) da S&P Global para a África do Sul subiu para 51,6 em Abril, face aos 50,8 registados em Março. A marca dos 50 separa crescimento de contracção.
“Alguns comentários dos participantes do inquérito sugerem que o aumento foi impulsionado pela constituição de stock de segurança, uma vez que as empresas antecipavam maiores dificuldades decorrentes do conflito no Médio Oriente, o que indica que este impulso de crescimento pode ser temporário”, afirmou David Owen, economista sénior da S&P Global Market Intelligence.
O crescimento da produção acelerou para um máximo de 11 meses, prolongando a actual expansão para quatro meses consecutivos. As novas encomendas aumentaram pela primeira vez em três meses, com o crescimento mais forte em pouco mais de um ano e meio.
As exportações também cresceram ao ritmo mais rápido desde Julho de 2023, impulsionadas pela conquista de novos clientes e pela procura mais forte em mercados como a Zâmbia e a República Democrática do Congo, segundo a S&P Global.
No entanto, as pressões sobre os custos intensificaram-se acentuadamente, sobretudo devido à desvalorização do rand e ao aumento dos preços internacionais do petróleo. A África do Sul é um importador líquido de produtos petrolíferos e está fortemente exposta às flutuações dos preços globais da energia.
Os prazos de entrega dos fornecedores aumentaram, à medida que os horários de transporte foram perturbados pela guerra.
As expectativas empresariais melhoraram pela primeira vez em cinco meses, apoiadas por fortes carteiras de encomendas, lançamento de novos produtos e oportunidades de exportação.
Ainda assim, as empresas mantiveram-se cautelosas devido às crescentes pressões inflacionistas e às tensões geopolíticas mais amplas, concluiu o inquérito.























































