O grupo português Caixa Geral de Depósitos (CGD), que lidera o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), comunicou nesta terça-feira, 5 de Maio, que analisou com o Presidente da República, Daniel Chapo, a possibilidade de a instituição passar a ser cotada na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM).
“Dissemos a S. Excelência que estamos em Moçambique nos bons e maus momentos. Ou seja, tem havido um conjunto de dificuldades, designadamente naturais, económicas e geopolíticas e, portanto, percebemos que é nestes momentos que também devemos afirmar a nossa presença”, afirmou o presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo.
Intervindo após uma audiência com o chefe de Estado, o responsável avançou que foram discutidas as possibilidades de o BCI estabelecer concessões para investimentos negociados entre Portugal e Moçambique, apoiando na materialização dos acordos alcançados recentemente no plano da cooperação bilateral.
“Por outro lado, também falámos de perspectivas para o banco, designadamente a possibilidade de poder ser cotado na Bolsa de Valores de Moçambique. Assinalámos ainda o nosso compromisso em melhorar os serviços do BCI à população moçambicana e às empresas”, sublinhou Macedo, citado pelo Executive Digest.
Paulo Macedo afirmou ter assegurado ao Presidente moçambicano que a CGD pretende continuar a ser accionista do BCI, interesse que já havia manifestado antes, em finais de Fevereiro.a propósito da intenção do português BPI de vender a sua posição no banco.
De acordo com a tabela de classificação baseada na importância sistémica, o BCI mantém-se na liderança, com 230 pontos, seguido do Millennium bim, com 184 pontos, e do Standard Bank Moçambique, com 151 pontos. Estas três instituições permanecem, assim, integradas no escalão máximo definido pelo Banco de Moçambique (BdM).
O BCI apresenta um capital social de cerca de 138 milhões de dólares, sendo maioritariamente detido pela Caixa Participações, do grupo Caixa Geral de Depósitos, contando ainda com participações relevantes do Banco Português de Investimento e da própria CGD. Em 2024, o banco registou uma redução de 26,18% nos lucros, para aproximadamente 81,2 milhões de dólares, penalizado pelo aumento significativo das imparidades e provisões.






















































