O Yango Group anunciou os bolseiros de 2026 do seu programa Yango Fellowship, seleccionando 24 participantes entre mais de 600 candidatos provenientes de seis países africanos.
De acordo com um comunicado da Yango, ao longo de 12 semanas os bolseiros irão desenvolver projectos baseados em ciência e tecnologia, aplicando competências técnicas, e apresentá-los num Demo Day final, a realizar-se em Abidjan, na Costa do Marfim. Os participantes seleccionados provêm da Costa do Marfim, Zâmbia, Etiópia, Senegal, Moçambique e Gana, expandindo o alcance do programa de dois países, no ano passado, para seis em 2026.
“O programa deste ano foca-se na aplicação prática da Inteligência Artificial, com os participantes a desenvolverem soluções como ferramentas de literacia em saúde, sistemas de monitorização de energia, modelos de optimização de tráfego e plataformas de aprendizagem personalizada em línguas locais. O fellowship está estruturado em três fases: definição do problema e análise de mercado, desenvolvimento do produto e apresentação final”, refere a nota.
O programa culmina com um Demo Day, no qual as equipas apresentam os seus projectos a especialistas da indústria e parceiros, podendo obter financiamento inicial para apoiar o desenvolvimento de um Mínimo Produto Viável (MVP). ““O Yango Fellowship faz parte do nosso investimento de longo prazo nos ecossistemas tecnológicos locais. Ao apoiar talentos em fase inicial e promover a colaboração entre mercados, pretendemos contribuir para o desenvolvimento de soluções escaláveis que respondam a necessidades reais em África, ao mesmo tempo que ajudamos fundadores a criar e expandir produtos com alcance além-fronteiras”, afirmou Adeniyi Adebayo, Chief Business Officer do Yango Group.
De acordo com o Banco Mundial, África enfrenta um défice superior a 2,5 milhões de profissionais nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). O programa procura colmatar essa lacuna, proporcionando experiência prática e reforçando percursos profissionais na área tecnológica através de mentoria e aprendizagem baseada em projectos.
Segundo o comunicado, nas edições anteriores os participantes desenvolveram soluções nas áreas da saúde, educação e engenharia. Alguns obtiveram estágios em organizações parceiras, enquanto outros receberam financiamento para iniciativas comunitárias. Antigos bolseiros lançaram startups, produtos digitais e projectos não governamentais, prolongando o impacto da formação para além do programa.





















































