Cerca de 45% dos 2620 quilómetros da Estrada Nacional Número Um (N1), a principal via rodoviária de Moçambique, continuam em estado precário, com o Governo a reconhecer que as intervenções realizadas até ao momento tiveram impacto limitado face ao nível de degradação da infra-estrutura.
A admissão foi feita esta terça-feira (5), no Parlamento, pelo ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, ao responder a questões colocadas pelos deputados, sublinhando que as obras executadas foram maioritariamente de carácter localizado e insuficientes para inverter o quadro geral da via, segundo informou a Lusa.
“Reconhecemos que as intervenções realizadas até aqui, muitas delas de carácter localizado, tiveram um efeito limitado face ao nível de degradação existente. Foram medidas necessárias, mas de natureza paliativa”, afirmou o governante.
Apesar deste cenário, o ministro indicou que cerca de 55% da estrada se encontra em estado considerado bom ou razoável, acrescentando que o Executivo está agora a preparar uma abordagem mais estrutural para a reabilitação da N1, eixo fundamental para a circulação de pessoas e mercadorias no País.
Entre as intervenções em curso, destaque para o troço Gorongosa-Caia, na província de Sofala, enquanto novos concursos públicos deverão ser lançados até Junho para a reabilitação do segmento Chimuara-Nicoadala, na Zambézia. Paralelamente, o Governo está a mobilizar financiamento junto do Banco Mundial para o troço Pambara-Inchope, que liga as províncias de Inhambane e Sofala, além de equacionar parcerias público-privadas para o segmento Marracuene-Xai-Xai, entre Maputo e Gaza.
No final de Abril, o ministro havia já avançado que o país prevê investir 2,6 mil milhões de dólares na construção e reabilitação de cerca de três mil quilómetros de estradas nacionais até 2031, num esforço que visa melhorar a conectividade territorial e apoiar a actividade económica.
A N1 constitui o principal corredor rodoviário do país, atravessando Moçambique de sul a norte, sendo determinante para o escoamento de produção, integração dos mercados internos e ligação aos países vizinhos.






















































