Os principais índices asiáticos fecharam divididos na sessão desta terça-feira (5), com os investidores a aproveitarem uma ligeira queda dos preços do petróleo para reforçarem posições, ainda que o volume de transacções pela região tenha sido reduzido, uma vez que o Japão, a China continental e a Coreia do Sul têm os mercados encerrados devido a feriados nacionais. Por outro lado, novos receios de uma escalada no golfo pressionam o sentimento.
Em Taiwan, o índice TWSE avançou 0,16%, atingindo um novo máximo histórico de 40 885,05 pontos. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1%.
O índice regional MSCI Ásia-Pacífico caiu 0,5% face ao seu máximo histórico de fecho, registado na segunda-feira, num contexto de crescente especulação sobre uma eventual escalada do conflito com o Irão. Algum alívio surgiu com a descida do preço do petróleo durante a sessão asiática, factor que também impulsiona os futuros dos índices bolsistas dos Estados Unidos da América, que avançavam cerca de 0,2%, enquanto as bolsas europeias deverão abrir estáveis.
As tensões renovadas no Médio Oriente ameaçam introduzir uma nova fase de volatilidade nos mercados, após um mês de recuperação dos activos de risco, sustentada sobretudo pelos resultados robustos das grandes empresas tecnológicas.
Os investidores mantêm o foco no Estreito de Ormuz. “Mesmo que o conflito se atenue rapidamente, esperamos que os seus efeitos persistam durante algum tempo”, afirmou à Bloomberg Darrell Cronk, do Wells Fargo Investment Institute. “É improvável que o impacto nos preços da energia, na actividade industrial e nos prémios de risco geopolítico desapareça no curto prazo”, acrescentou.
Na terça-feira, foram avistadas centenas de embarcações concentradas nas proximidades de Dubai, à medida que mais navios se afastavam do Estreito de Ormuz, ainda condicionado, em resposta aos esforços do Irão para alargar a sua área de controlo. Ainda assim, os Estados Unidos afirmaram ter reaberto uma passagem na via marítima, e a CBS noticiou que dois contratorpedeiros norte-americanos entraram no Golfo Pérsico.






















































