O Presidente da República, Daniel Chapo, deslocou-se esta terça-feira (5) a Pretória para um encontro com o seu homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa, com o objectivo de avaliar a crescente onda de manifestações e actos xenófobos contra estrangeiros na África do Sul e identificar soluções conjuntas que promovam a estabilidade e a convivência pacífica.
De acordo com a Lusa, a deslocação ocorre num contexto de tensão crescente em várias cidades sul-africanas, onde comunidades estrangeiras, incluindo moçambicanos, têm sido alvo de protestos e ameaças de expulsão, sobretudo por parte de grupos que contestam a presença de imigrantes indocumentados.
A informação foi avançada em Maputo pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana, Maria de Fátima Manso, que indicou que o Governo acompanha a situação há cerca de duas semanas, período durante o qual se intensificaram manifestações com maior incidência na cidade de Durban.
Segundo a governante, apesar do ambiente de incerteza, não há até ao momento registo de mortes, agressões físicas ou perdas materiais envolvendo cidadãos moçambicanos, de acordo com dados recolhidos pela Embaixada de Moçambique na África do Sul e pelo Alto Comissariado.
Ainda assim, a circulação de mensagens nas redes sociais a convocar novos protestos em cidades como Cidade do Cabo, Joanesburgo, Pretória e Durban elevou o nível de alerta das autoridades, que estão a reforçar a monitorização da situação.
As Forças de Defesa e Segurança, em coordenação com as autoridades sul-africanas, acompanham o evoluir dos acontecimentos, prevendo-se o reforço do dispositivo policial e militar para prevenir episódios de violência.
Entretanto, o Executivo moçambicano instruiu as suas missões diplomáticas e consulares naquele país a intensificarem a assistência e protecção aos cidadãos nacionais, num universo estimado em mais de 300 mil moçambicanos residentes na África do Sul, muitos dos quais enfrentam um clima de medo e incerteza.
Paralelamente, o Governo está a criar condições na fronteira de Ressano Garcia para acolher cidadãos que optem por regressar ao País por razões de segurança.
Moçambique e a África do Sul mantêm contactos regulares com vista a mitigar o impacto das manifestações e preservar as relações históricas de cooperação e boa vizinhança entre os dois países, num momento em que a estabilidade social na região assume particular relevância para a integração económica e mobilidade laboral na África Austral.



























































