Os preços baixos do gasóleo podem ser um motor importante para o crescimento económico dos países africanos, especialmente tendo em conta o papel central que este combustível desempenha na actividade económica diária.
No nível mais básico, o combustível mais barato reduz os custos de transporte, o que é crucial em economias que dependem fortemente do transporte rodoviário.
Muitos países africanos dependem de camiões movidos a gasóleo para movimentar mercadorias, o que significa que o preço do combustível tem um impacto directo no custo dos alimentos, das matérias-primas e dos produtos acabados.
Quando o preço desce, os custos de transporte diminuem, o que rapidamente se reflecte em preços mais baixos para os consumidores e maiores margens de lucro.
O gasóleo barato é essencial para estabilizar as economias africanas, especialmente num momento em que os mercados globais de energia estão afectados pela guerra em curso no Irão e pela volatilidade associada no Estreito de Ormuz, um corredor estratégico que movimenta quase um quinto do petróleo mundial.
O conflito fez subir significativamente os preços mundiais do petróleo, com estimativas a indicar que o crude Brent chegou temporariamente a ultrapassar os 110-120 dólares por barril durante os períodos de maior perturbação, antes de oscilar devido à incerteza na oferta e ao risco geopolítico.
Para as economias africanas dependentes de importações, esta instabilidade traduziu-se em fortes aumentos no preço do gasóleo, com subidas de até 30-70% em alguns países. Neste contexto, preços mais baixos do gasóleo proporcionam benefícios rápidos e mensuráveis.
O gasóleo é a base do transporte, da logística e da produção de energia em grande parte de África; por isso, mesmo pequenas reduções no custo do combustível podem reduzir significativamente o custo de transporte de mercadorias e de funcionamento das empresas.
Alguns países já tentaram mitigar os efeitos da actual escassez de combustível causada pela perturbação relacionada com o Irão. A Namíbia reduziu impostos sobre combustíveis para aliviar o aumento dos preços nas bombas, segundo informou a Reuters. Outros, como a Nigéria, têm recorrido à capacidade de refinação doméstica, nomeadamente através da expansão da produção da refinaria Dangote, para aliviar as restrições regionais de abastecimento.
Ainda assim, eis os países africanos com o gasóleo mais barato em Abril de 2026, segundo dados da GlobalPetrolPrices:

Comparando com o mês anterior, quando o preço médio global do gasóleo era de 1,44 dólares por litro, em vez dos actuais 1,57 dólares, os preços do gasóleo na Argélia, no Egipto, na Tunísia, na Etiópia, no Gabão e no Níger aumentaram.
Os preços na Líbia, em Angola e no Sudão mantiveram-se inalterados, enquanto Madagáscar substituiu, este mês, a República Democrática do Congo na lista do mês anterior.
Fonte: Business Insider Africa

























































