A startup zambiana ZeroAI Technologies anunciou o ensino de Inteligência Artificial (IA) e robótica em escolas com poucos recursos, através de laboratórios educativos que funcionam mesmo sem acesso à Internet ou electricidade estável.
Fundada em 2014 por Lottie Mukuka, a startup desenvolve e implementa ambientes completos de aprendizagem para escolas, permitindo-lhes operar de forma autónoma. Cada instalação inclui mobiliário personalizado, kits de hardware baseados em Arduino e ESP32, sensores de IoT, software de simulação offline proprietário, currículo estruturado e formação de professores.
Segundo o site Disrupt Africa, o principal diferencial da ZeroAI reside na sua capacidade de funcionar em contextos com infra-estruturas limitadas. “Desenvolvemos soluções para escolas frequentemente ignoradas, em zonas rurais, com poucos recursos ou sem infra-estrutura”, explicou Mukuka, sublinhando que, “embora exista uma procura crescente por educação em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) e Inteligência Artificial em África e noutros mercados emergentes, muitas soluções exigem conectividade, dispositivos e literacia digital que nem sempre estão disponíveis”.
Segundo a fundadora, concorrentes como Stemrobo e Tinkerly oferecem kits educativos, mas não ambientes completos nem soluções concebidas para funcionar offline com formação aprofundada de professores.
A ZeroAI, desenvolvida sem investimento externo, já formou mais de dez mil alunos em cerca de 40 escolas na Zâmbia, Zimbabué, África do Sul e Índia. A startup começa agora a avançar para contratos de infra-estrutura, incluindo um projecto na região de Punjab, na Índia, para a criação de um laboratório completo de robótica.
A estratégia de expansão passa por concluir esse projecto, utilizá-lo como caso de referência e escalar a solução no mercado indiano, antes de regressar à Zâmbia com o modelo validado. A ZeroAI assenta em três fontes de receita: contratos de instalação de laboratórios completos, formação e workshops para professores e serviços remotos de Tecnologias de Informação.
Apesar de ainda não ser lucrativa à escala institucional, a responsável afirma que a empresa apresenta fundamentos económicos sólidos. “Um único contrato de laboratório cobre vários meses de custos operacionais”, destacou.
Fonte: Disrupt Africa

























































