O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, defendeu a necessidade de acelerar a modernização e a competitividade das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), apostando em soluções inovadoras, maior articulação institucional e transformação digital.
“Temos defendido, de forma consistente, que o desenvolvimento económico do País dependerá da nossa capacidade colectiva de transformar o sector privado num verdadeiro motor de crescimento inclusivo”, afirmou o responsável, citado pela Agência de Informação de Moçambique.
Intervindo durante a cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da Associação das Pequenas e Médias Empresas (APME), Massingue sublinhou que o reforço da competitividade empresarial exige uma abordagem prática, orientada para resultados concretos e para a criação de valor.
Segundo o dirigente, as MPME continuam a constituir a espinha dorsal da economia nacional, embora persistam constrangimentos que limitam o seu crescimento e expansão, nomeadamente o acesso limitado ao financiamento, os elevados custos operacionais e insuficiências no apoio das políticas públicas.
Massingue defendeu igualmente que as associações empresariais devem assumir um papel mais activo e estruturante no apoio aos seus membros, frisando que, entre as prioridades identificadas, figuram a digitalização das empresas, o estímulo à inovação e a criação de instrumentos financeiros que facilitem a expansão dos negócios.
Por seu turno, o recém-empossado presidente da APME, Pedro da Silva, afirmou que o seu mandato será orientado para a modernização do tecido empresarial, o alargamento do acesso ao financiamento e o reforço da inclusão económica da juventude, bem como para a promoção da igualdade de género como eixo central da sua liderança.
Pedro Silva apontou ainda que os atrasos no pagamento de facturas compromete a liquidez das Pequenas e Médias Empresas e dificulta o funcionamento regular das suas actividades. “Se queremos fortalecer as PME, não podemos deixá-las para último lugar. Vamos defender as suas necessidades.”























































