O terminal de combustíveis do Porto da Beira, na província de Sofala, região Centro de Moçambique, recebeu, na manhã desta quarta-feira, mais um navio carregado com 20 milhões de litros de gasóleo. O produto, importado exclusivamente para satisfazer a procura naquela zona, aguarda a conclusão de análises laboratoriais de rotina, prevendo-se que o descarregamento comece em breve.
De acordo com a Televisão de Moçambique (TVM), este é o segundo navio-tanque de combustível a atracar no Porto da Beira num curto período de 48 horas. O atracamento ocorreu após a operação do navio MT DEE 4 LARCH, que entre segunda e terça-feira descarregou 18 milhões de litros de gasolina. Após concluir a operação, o navio partiu para os portos de Nacala e Pemba, dando continuidade ao plano de distribuição nacional.
Contudo, segundo a publicação, apesar da chegada frequente de embarcações, a escassez de combustível nos postos de abastecimento continua a gerar incerteza entre o público e os sectores produtivos.
Em comunicado, o Executivo procurou transmitir uma mensagem dupla: por um lado, assegura que o País continua a dispor de combustíveis; por outro, reconhece que a próxima reposição de preços deverá incorporar custos de importação mais elevados, associados a compras feitas num período de subida das cotações internacionais. Pelo meio, apela a uma mudança de comportamento por parte de cidadãos e empresas, defendendo o recurso a transportes públicos, a contenção no consumo e, sempre que possível, ao teletrabalho.
“O Governo continuará a trabalhar para proteger a economia, as famílias e os cidadãos, enquanto o País se prepara para uma actualização dos preços dos combustíveis”, refere a nota oficial divulgada pelo Gabinete de Informação.

No dia 14 de Abril, o Governo reconheceu “pressão” sobre os postos de combustíveis localizados na cidade de Maputo, sul do País, que nos últimos dias têm registado filas enormes de automobilistas que querem abastecer, face a receios de ruptura de ‘stock’ e à subida de preços devido ao conflito no Médio Oriente.
“Efectivamente, temos estado a acompanhar alguma pressão sobre as bombas. A informação existente é que há disponibilidade de combustíveis. Não podemos, neste momento, transmitir a mensagem sobre quantos dias ou quantas semanas o produto cobrirá, mas este é um assunto de seguimento diário ao nível do Governo”, esclareceu Salim Valá, porta-voz da reunião semanal do Conselho de Ministros.
“Trata-se de um fundo que tem vindo a ser utilizado à medida que ocorrem crises desta natureza, e nós já tivemos o conflito Rússia-Ucrânia que determinou que o nosso país fizesse uso das verbas em resultado do incremento bastante significativo do preço dos combustíveis. Neste momento, os recursos correm em torno de 5,2 milhões de euros”, declarou.
Os Estados Unidos da América e Israel lançaram, a 28 de Fevereiro, um ataque militar contra o Irão, tendo matado, durante a ofensiva, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. Em contrapartida, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infra-estruturas em países da região.
O Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é atravessado por cerca de 20% do petróleo e por uma parte significativa do gás natural liquefeito comercializado por via marítima, segundo dados da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos e das Nações Unidas.


























































