Um grupo de supostos terroristas atacou, no último domingo (26), uma mina de pedras preciosas na localidade de Ravia, no distrito de Meluco, província de Cabo Delgado. O ataque teve como alvo os garimpeiros que operavam na área, provocando pânico e a interrupção das actividades.
Segundo uma fonte local, os insurgentes interpelaram os garimpeiros que se encontravam na mina durante a investida. Na ocasião, os atacantes apoderaram-se de uma motorizada utilizada no transporte de areia, perturbando o funcionamento normal da actividade.
“Os rebeldes entraram e depois levaram uma motorizada e começaram a transportar a camada de areia que os garimpeiros tinham conseguido para uma parte incerta”, disse a fonte, a partir de Meluco, descrevendo o modo de actuação do grupo.
Para além da motorizada, os atacantes levaram também valores monetários não especificados. De acordo com a mesma fonte, o dinheiro foi exigido aos garimpeiros como condição para não serem mortos durante a incursão.
Apesar da violência do ataque, não há registo de mortos nem de feridos. Ainda assim, a presença dos alegados terroristas obrigou os garimpeiros a fugirem do local, procurando refúgio na sede do distrito de Meluco.
Este não é um caso isolado, uma vez que as minas de Ravia já foram alvo de outras incursões. Em 2025, os mesmos grupos atacaram a área, mataram garimpeiros e levaram dezenas de motorizadas e valores monetários, o que obrigou à intervenção das Forças de Defesa e Segurança.
A província de Cabo Delgado, rica em gás natural, enfrenta ataques extremistas há oito anos, desde o primeiro registo a 5 de Outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.
Fonte: Observador
























































