Há projectos que nascem de briefings. Outros de encontros. O Grupo Moonshot Ventures e a MAAT, em Moçambique, nascem da escuta, curiosidade e vontade de transformar realidades através da inovação, criatividade e pessoas. Neste artigo, falamos menos do que fazemos e mais de como o fazemos, porque a transformação acontece em parceria.
Um grupo, um Ecossistema, impacto Estrutural: O Grupo Moonshot Ventures nasce em Portugal, em 2018, com a Chain Reaction, focada em estratégia e inovação. Em 2020, surge a Mesh Agency, que dá forma a universos de marca. Em 2022, chega a Moçambique com a MAAT, integrando estratégia, cultura e criatividade no contexto local. A Moonshot Ventures Africa reforça presença e escala impacto em África.
Standard Bank
O Standard Bank lançou o BlueMove, o seu Programa de Transformação Cultural, com o apoio da MAAT, para reforçar a cultura organizacional e alinhar liderança, responsabilidade e execução.
Mais do que uma iniciativa interna, o programa pretende criar bases sólidas para a evolução da organização e para a forma como as equipas trabalham e lideram no dia-a-dia.
Falámos com Alice Parsotamo, directora da Unidade de Business Integration do Standard Bank Moçambique.

Ana Rodrigues (MAAT): Quando o BlueMove começou, que desafio ou ambição estava em cima da mesa?
Alice Parsotamo (Standard Bank): O desafio era o hiato entre a nossa ambição e a nossa agilidade interna. Num mercado evolutivo como o nosso, estratégia é hipótese; cultura é o que a valida. A pergunta era simples: estamos a mover-nos à velocidade dos nossos clientes ou dos nossos próprios processos? Para responder à crescente complexidade externa, percebemos que era essencial fortalecer a confiança e clarificar responsabilidades entre equipas. Só assim conseguimos manter um alinhamento e agir de forma integrada. O BlueMove nasce dessa decisão: tratar a cultura como pilar central.
Ana Rodrigues (MAAT): O que mais vos surpreendeu ao longo do caminho?
Alice Parsotamo (Standard Bank): Percebemos que o maior impulso de melhoria estava em fortalecer os momentos de diálogo e partilha. Ao criar mais espaços para conversas abertas, ganhámos alinhamento, colaboração e uma nova energia colectiva. Quando líderes admitiram que não tinham todas as respostas, algo mudou. Pessoas mais juniores passaram a questionar com respeito e clareza. A colaboração deixou de ser discurso e tornou-se prática.
Ana Rodrigues (MAAT): O que mudou nas equipas e nas pessoas?
Alice Parsotamo (Standard Bank): A mudança tornou-se visível nas decisões, impulsionadas por compromisso, confiança e autonomia. Hoje vemos equipas que antecipam desafios e colaboram de forma transversal. Quando as pessoas se sentem parte da solução, deixam de esperar por permissão para agir. Só assim é possível conectar sonhos e fazer crescer Moçambique.
Nedbank
Nos últimos anos, o Nedbank Moçambique tem reforçado a sua presença digital e tradicional, construindo uma comunicação mais próxima e consistente. Em parceria com a MAAT, o trabalho passou pela definição de uma estratégia de conteúdos estruturada e criação de campanhas que traduzem o valor do Banco.
Falámos com Kátia Issufo, directora de Marketing do Nedbank.

Flávia Resende (MAAT): Quando iniciámos a parceria, como avaliavam a presença digital?
Kátia Issufo (Nedbank): Estava numa fase inicial. Apesar de criadas em 2021, as páginas tinham comunicação inconsistente e não exploravam o potencial das redes sociais para proximidade com clientes. Faltava um estratégia clara, um calendário editorial e uma narrativa capazes de comunicar o valor do Banco. Com a agência, alinhámos o DNA da marca com uma estratégia de conteúdos consistente e orientada para resultados, tornando a comunicação mais dinâmica e coerente.
Flávia Resende (MAAT): O que mudou mais significativamente?
Kátia Issufo (Nedbank): A mudança foi visível no tom, imagem e relação com o público. Construímos uma identidade digital sólida e próxima, explorando o posicionamento “Outra forma de ver o dinheiro” em mensagens práticas. Também definimos uma identidade visual consistente e demos protagonismo aos colaboradores, trazendo autenticidade. Os resultados: crescimento da comunidade, maior alcance, mais engajamento e reconhecimento da presença digital por profissionais, clientes e parceiros.
Flávia Resende (MAAT): E a campanha “Fica financeiramente em forma”?
Kátia Issufo (Nedbank): Foi importante por reforçar uma abordagem 360º. Desenvolvida com a agência, integrou meios tradicionais como outdoors e rádio, ampliando alcance. Traduz o nosso propósito de incentivar decisões financeiras conscientes e sustentáveis, com disciplina, planeamento e consistência – tendo o Nedbank como parceiro nessa jornada.
Flávia Resende (MAAT): Como é trabalhar com a agência?
Kátia Issufo (Nedbank): Verdadeira parceria estratégica. A equipa apropria-se da marca como se fosse sua, ajudando a compreender e transformar cada briefing em soluções relevantes. Essa proximidade torna a comunicação mais consistente e impactante.
Mozambikes
A Mozambikes nasceu para encurtar distâncias entre casa, escola, comunidades e serviços essenciais. Mas gerar impacto exige parar para pensar. A parceria começou aí: numa reflexão estratégica para simplificar, clarificar e redesenhar a comunicação do propósito e ambição de crescimento.
Falámos com Rui Mesquita, CEO da Mozambikes.
Inês Trabez (MAAT): Que necessidades sentiam?

Rui Mesquita (Mozambikes): Precisávamos de parar para pensar. O dia-a-dia consumia energia, faltava espaço para reflexão estratégica. Não era falta de propósito, mas de clareza e organização. Estávamos a reagir mais do que a planear.
Inês Trabez (MAAT): Que novas formas de pensar ganharam clareza?
Rui Mesquita (Mozambikes): O maior impacto veio de responder a perguntas sobre ambição, liderança e futuro, distinguindo o essencial do que acrescenta complexidade. Recentrámos a Mozambikes na mobilidade como ferramenta de transformação.
Inês Trabez (MAAT): Como vivem este tempo de redesenho?
Rui Mesquita (Mozambikes): Com realismo e intenção. É momento de consolidação, não de crescimento acelerado. Preparar o futuro exige tempo para redesenhar estruturas e testar autonomia da equipa. Um processo menos visível, mas vital para fortalecer a base antes de expandir.
Inês Trabez (MAAT): Como a parceria abriu novas possibilidades?
Rui Mesquita (Mozambikes): Trouxe coragem para pensar além do existente. Profissionalizar comunicação e fundraising tornou-se estratégico. A parceria abriu espaço para imaginar relações e caminhos antes não considerados.
O trabalho carrega valores e escolhas. No Grupo Moonshot Ventures e na MAAT, assumimos arte, criação e competências femininas como ferramentas de mudança. Criamos com intenção, trabalhamos com consciência e escolhemos parceiros que acreditam que transformar é também cuidar, questionar e imaginar futuros possíveis. Este artigo é um convite a repensar como trabalhamos, colaboramos e criamos impacto – juntos.






















































