O porto de Maputo prevê concluir, no primeiro trimestre de 2027, a expansão dos terminais de contentores e de carvão, no âmbito de um investimento avaliado em cerca de 500 milhões de dólares, iniciado em 2024, anunciou esta quarta-feira (22) a concessionária da infra-estrutura.
“Devemos terminar a expansão do terminal de contentores no primeiro trimestre de 2027 e a expansão do terminal de carvão também no primeiro trimestre de 2027”, afirmou o director-executivo da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), Osório Lucas, empresa privada responsável pela gestão do porto.
O responsável falava à margem da 9.ª Conferência Bianual do Porto de Maputo, realizada na capital do País, onde explicou que o terminal de carga geral já foi expandido. Acrescentou ainda que, no final deste ano, terá início a construção de 400 metros de cais entre os cais 2 e 4.
Segundo Osório Lucas, estas intervenções integram um projecto de quatro anos, avaliado em cerca de 500 milhões de dólares, destinado a reforçar a capacidade operacional do porto de Maputo, considerado a maior infra-estrutura portuária de Moçambique.
“A nossa expectativa é que o ano de 2028 seja um ano de realizações, face àquilo que são os investimentos que estamos a realizar neste momento”, referiu o director-executivo, sublinhando a fase de crescimento em que o porto se encontra.
De acordo com o responsável, a expansão está a ser desenvolvida de forma integrada com várias entidades, incluindo a fronteira de Ressano Garcia, em coordenação com a África do Sul, a concessionária Trans African Concessions, responsável por estradas concessionadas, e os Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), empresa pública de transporte ferroviário.
Para o terceiro trimestre deste ano, está prevista a chegada de duas gruas avaliadas em 13 milhões de dólares, cada uma com capacidade de 105 toneladas. “Com aquelas gruas, temos capacidade para manusear cerca de 400 toneladas por hora, o que acelera significativamente o nosso crescimento”, explicou Osório Lucas.
A concessão do porto de Maputo à MPDC vigora até 13 de Abril de 2058, prevendo um investimento global de 600 milhões de dólares nos primeiros três anos. A MPDC resulta de uma parceria entre os CFM e a Portus Indico, que integra a Grindrod, a DP World e a Mozambique Gestores, empresas ligadas ao sector logístico e portuário.
Fonte: Lusa






















































