O Presidente da República, Daniel Chapo, mostrou-se interessado numa cooperação com a China para expandir a produção de energia sustentável, através do desenvolvimento de novos projectos, no âmbito da diversificação da matriz energética nacional.
Intervindo nesta segunda-feira (20), durante uma visita realizada à State Power Investment Corporation (SPIC) — uma das cinco maiores empresas estatais de energia da China, destacando-se como a maior geradora de energia solar do mundo —, o governante afirmou estar impressionado com a capacidade tecnológica daquela entidade, defendendo a troca de experiência entre as duas nações.
“Moçambique é rico em recursos hídricos, eólicos, solares e minerais. No entanto, pretendemos colher conhecimento para alcançar um desenvolvimento eficiente e uma utilização sustentável, sobretudo melhorar o fornecimento de energia e desenvolver indústrias verdes”, descreveu o chefe do Estado.
Na sua intervenção, o dirigente descreveu que o país asiático possui um sistema de energia limpa já consolidado, que integra energia hidroeléctrica, solar e eólica, bem como modelos inovadores que permitem promover a conversão local de electricidade verde, revelando que, para a concretização dos interesses representantes de ambos os países, assinaram duas cartas de intenções de cooperação estratégica nas áreas de energia limpa e recursos minerais.
“Acreditamos que teremos de trabalhar juntos. Os nossos países e povos partilham uma amizade fraterna e acreditamos que podemos continuar a construir infra-estruturas resilientes”, acrescentou.

De acordo com dados preliminares do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, a produção resulta de seis parques solares principais em operação no País. A estes somam-se vários sistemas isolados de menor dimensão, que desempenham um papel fundamental no fornecimento de energia às zonas fora da rede eléctrica nacional.
Em 2024, a produção de energia solar atingiu 101 178 megawatt-hora (MWh). Em 2025, porém, o volume diminuiu para 96 485 MWh. Apesar desta queda, o sector continua a representar cerca de 1% da produção total de electricidade no País, mantendo a sua relevância estratégica.
Esta redução surge depois de um crescimento expressivo de 18,6% entre 2023-24. Ainda assim, o resultado alcançado em 2025 superou a meta definida pelo Governo, fixada em 94 486 MWh, evidenciando um desempenho acima das expectativas das autoridades.
O Governo pretende ainda avançar com a construção de centrais solares em, pelo menos, cinco locais até 2030. A meta é adicionar à rede nacional uma capacidade de 1000 megawatts, promovendo uma transformação estrutural no sector energético do País.























































