O Lusophone Compact (Compacto Lusófono) — parceria de desenvolvimento que junta países lusófonos africanos, Brasil, Portugal e instituições multilaterais para mobilizar investimento privado — realizou a sua 8.ª reunião do Comité de Direcção na sede da International Finance Corporation (IFC), em Washington D.C., nos Estados Unidos da América (EUA), reunindo representantes dos países-membros e parceiros para reforçar a cooperação e analisar os progressos do programa.
O encontro analisou os progressos alcançados no âmbito do Programa de Trabalho 2024-27, abrangendo o período de reporte de Junho de 2025 a Abril de 2026, e definiu a orientação estratégica para a próxima fase de implementação do Compacto.
Programa de Garantias alargado e primeira transacção concretizada
Um momento determinante para o Compacto foi a extensão por 12 meses do Programa de Garantias do Lusophone Compact (LCGP), assinada em Fevereiro de 2026, juntamente com a concretização da sua primeira transacção garantida. O projecto de expansão da energia eólica da Cabeólica em Cabo Verde foi integrado no portefólio de referência, com cobertura de 85% do capital principal do empréstimo, demonstrando a capacidade do programa para atrair capital privado. Três outros projectos encontram-se actualmente em avaliação para integração.
IFC e ATIDI reforçam operações
Os parceiros institucionais do Compacto aprofundaram significativamente o seu envolvimento na região. A IFC aumentou os seus compromissos na África lusófona, com 880 milhões de dólares em Moçambique, 615 milhões em Angola, 204 milhões em Cabo Verde e 3 milhões em São Tomé e Príncipe, além de serviços de assessoria activos na Guiné-Bissau e Guiné Equatorial.
A African Trade Insurance Agency (ATIDI) disponibilizou 3,6 mil milhões de dólares em seguros de risco para Angola, alocou 762 milhões para Moçambique e identificou 39,7 mil milhões de dólares em oportunidades de mercado nos países PALOP.
Dinâmica positiva em todos os pilares
Desde a sua criação em 2019, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou um total acumulado de 927,9 milhões de dólares em investimentos na África lusófona (PALOP). No período em análise, a carteira cresceu 26%, passando de 735,6 milhões para 927,9 milhões de dólares.
Foram aprovados três novos projectos de investimento, no valor conjunto de 192,35 milhões de dólares, incluindo iniciativas em Cabo Verde e Moçambique, bem como cinco novos projectos de assistência técnica, totalizando 42,42 milhões de dólares, elevando o total acumulado de assistência técnica para 88,79 milhões de dólares na região.
Agenda estratégica futura
O Comité de Direcção aprovou cinco recomendações estratégicas para acelerar a implementação do Programa 2024-27: reforçar a criação de projectos bancáveis; operacionalizar o Fundo Fiduciário do Lusophone Compact; expandir e diversificar instrumentos de mitigação de risco; melhorar a coordenação e monitorização entre parceiros; e aprofundar a colaboração em iniciativas estratégicas e corredores regionais, incluindo energia, agro-negócio e facilitação do comércio.
No encerramento, o vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Avelino Garcia Correia, destacou a importância de garantir mais compromissos para o Fundo Fiduciário e de reforçar instrumentos de mitigação de risco, incluindo a potencial adesão de Cabo Verde à ATIDI em parceria com a IFC.

























































