O Governo deu início a uma operação de fiscalização aos postos de abastecimento em todo o País, com o objectivo de apurar as causas da escassez de combustíveis líquidos que, nos últimos dias, tem provocado longas filas e constrangimentos à circulação, sobretudo na cidade de Maputo.
Segundo a Lusa, a acção inclui a verificação das quantidades existentes nos tanques dos revendedores e a análise dos relatórios de vendas, numa tentativa de identificar eventuais falhas ao longo da cadeia de distribuição. Segundo a directora da Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis (DNHC), Felisbela Cunhete, a prioridade é compreender por que razão o combustível disponível não está a chegar aos consumidores finais.
“Queremos perceber o que está a acontecer na cadeia de distribuição de combustíveis. Estamos a verificar os tanques para confirmar a existência de produto e a solicitar relatórios de vendas para aferir se o combustível que chegou está, de facto, a ser comercializado”, afirmou.
A responsável sublinhou que, apesar de terem sido registadas descargas significativas de combustíveis na cidade de Maputo na sexta-feira, a escassez nos postos não se justifica.
“Não faz sentido que o combustível que sai da Matola não chegue às bombas. Temos sistemas de controlo que monitorizam estas saídas, pelo que é necessário identificar onde está o bloqueio”, acrescentou.
Entretanto, a capital do País continua a enfrentar um cenário de pressão sobre os postos de abastecimento, com vários estabelecimentos encerrados e outros a operar sob forte procura, em alguns casos com presença policial para manter a ordem. A situação começa igualmente a afectar outras províncias.
Perante a elevada procura, alguns revendedores optaram por limitar as quantidades vendidas por viatura, uma medida que, segundo a DNHC, não resulta de qualquer orientação governamental.
“É uma iniciativa dos próprios gestores. Acreditamos que estas restrições poderão ser ultrapassadas à medida que forem resolvidos os constrangimentos na distribuição”, explicou Felisbela Cunhete.
Paralelamente, a Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) intensificou as acções de fiscalização nas cidades de Maputo e Matola, visando avaliar a disponibilidade real de combustíveis, detectar possíveis práticas de retenção de ‘stocks’ e assegurar o cumprimento das regras de preços e horários de funcionamento.



























































