A ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas, afirmou que o País pretende aumentar o volume de exportações para a China face à isenção de tarifas nos produtos agrícolas, destacando que o foco está na macadâmia, castanha, caju e amêndoas.
Intervindo na cidade de Changsha, à margem da visita do chefe do Estado, Daniel Chapo, àquele país asiático, a governante considerou uma grande oportunidade a entrada em vigor, a partir de 1 de Maio, do acordo que passará a aplicar uma isenção total de tarifas às importações provenientes de 53 Estados africanos.
A ministra avançou ainda que há muitas empresas chinesas a direccionarem o futuro do seu investimento para Moçambique. “As exportações para a China podem aumentar, sobretudo, naquelas áreas que nós definimos como uma aposta produtiva”, disse.
O Presidente da República iniciou nesta quinta-feira, 16 de Abril, uma visita de Estado de sete dias à China. Trata-se da primeira deslocação de Daniel Chapo àquele país, estando previstas conversações com o Presidente Xi Jinping e reuniões com o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, além de visitas também a Hunan e Qinghai.
“Acredita-se que esta visita promoverá o desenvolvimento aprofundado da parceria estratégica abrangente entre China e Moçambique e contribuirá para a construção de uma comunidade China-África sólida e com um futuro partilhado para a nova era, além de reforçar a solidariedade e a cooperação no Sul Global”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun.
No ano passado, o Governo chinês perdoou os juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até 2024 e anunciou a doação de 12 milhões de dólares (765 milhões de meticais) para apoiar projectos de desenvolvimento no País. A primeira-ministra moçambicana, Benvida Levi, confirmou a informação após uma visita de dois dias à China.
No final do primeiro semestre, a dívida à China representava 15% do total do endividamento externo de Moçambique, que ascendia a 9,8 mil milhões de dólares (619 mil milhões de meticais), evidenciando o peso significativo do país asiático nas finanças nacionais.
Durante o mesmo período, Moçambique não registou desembolsos nem pagamentos do serviço da dívida a Portugal, cujo endividamento ascendia a 380,7 milhões de dólares (24 mil milhões de meticais). Entre os credores bilaterais, apenas o Japão apresentava um valor superior, com 405,5 milhões de dólares (25,6 mil milhões de meticais) no final de Junho.
























































