O Inquérito ao Emprego 2025, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), indica que a taxa de desemprego em Angola recuou para 28,3% em 2025, face aos 30,4% registados em 2024. Apesar desta melhoria, o mercado de trabalho continua a enfrentar desafios estruturais significativos, escreveu a Lusa.
De acordo com o relatório, a população empregada aumentou 9,6%, reflectindo uma evolução positiva na absorção de mão-de-obra ao longo do período em análise. Este crescimento demonstra algum dinamismo no mercado, ainda que insuficiente para responder plenamente às necessidades da população activa.
No entanto, a informalidade continua a ser dominante. Cerca de 78,8% dos trabalhadores encontram-se inseridos na economia informal, evidenciando a fragilidade do emprego formal no país.
Nas zonas rurais, a situação é ainda mais preocupante. Segundo o INE, a taxa de informalidade atinge aproximadamente 95%, revelando fortes desigualdades entre áreas urbanas e rurais no acesso a emprego formal e estável.
O desemprego jovem mantém-se como o principal desafio. A taxa situa-se em 51,8% entre os jovens dos 15 aos 24 anos, reflectindo dificuldades persistentes na integração desta faixa etária no mercado de trabalho.
Em termos sectoriais, o sector primário absorve cerca de 46% da força de trabalho, seguido pelo sector terciário, com 44,8%. Já os sectores da indústria, construção, energia e água representam apenas 9,2%, o que demonstra uma reduzida diversificação da economia.
Os dados indicam ainda que os desempregados têm, em média, 25,9 anos. A maioria é composta por mulheres, que representam 53,2% do total, evidenciando uma maior vulnerabilidade deste grupo no acesso ao emprego.
Os resultados de 2025 foram calculados com base nos três primeiros trimestres de 2025. Segundo o relatório, alterações metodológicas introduzidas no quarto trimestre limitaram a comparabilidade directa com os períodos anteriores.






















































