A Alemanha concedeu um empréstimo climático concessional de 200 milhões de euros à África do Sul, reforçando o investimento na transição para energias renováveis. O financiamento surge num contexto de escassez crónica de energia e pretende fortalecer a segurança energética do País.
O acordo foi anunciado pelo ministro Ronald Lamola, após negociações realizadas em Berlim com o seu homólogo alemão, Johann Wadephul, durante a 12.ª Comissão Binacional, a 14 de Abril de 2026. O entendimento representa um novo impulso na cooperação bilateral no sector energético.
O empréstimo destina-se a melhorar a rede eléctrica e a acelerar a integração de energias renováveis na rede nacional. A iniciativa visa reforçar a capacidade de transmissão de electricidade e apoiar a modernização do sistema energético sul-africano.
Além disso, o financiamento deverá aliviar a pressão fiscal enfrentada pelo país. A África do Sul continua a lidar com restrições energéticas estruturais, sendo necessária a substituição gradual da produção de energia com elevada emissão de carbono.
A Alemanha avança com este apoio apesar das tensões com os Estados Unidos da América (EUA), que cortaram financiamento durante o segundo mandato do Presidente Donald Trump. Em paralelo, a Alemanha e a União Europeia comprometeram-se com mais de 270 milhões de euros para apoiar as cadeias de valor do hidrogénio verde e das baterias.
No total, o financiamento anunciado atinge 470 milhões de euros, combinando o empréstimo climático com os investimentos adicionais. A África do Sul dispõe de vastas reservas de metais do grupo da platina e de manganês, essenciais para as cadeias globais de energia limpa.
Os dois países elevaram a sua relação a uma parceria estratégica, que abrange não apenas a energia, mas também minerais críticos, segurança cibernética e estabilidade. Esta cooperação está alinhada com a Agenda 2063, que privilegia a industrialização, a criação de emprego e cadeias de valor mais equitativas.
Apesar das oportunidades, persistem desafios, como a necessidade de financiamento em condições favoráveis e as lacunas em infra-estruturas. Ainda assim, o país aposta no processamento local, enquanto os investidores acompanham o crescimento do hidrogénio verde e do sector de baterias, com perspectivas de retorno consideradas promissoras.
Fonte: Further Africa























































