A Polícia da República de Moçambique (PRM) apreendeu 134 motorizadas e 10 viaturas ligeiras no espaço de quatro dias, na cidade de Nampula, no norte do País, no âmbito de uma operação de fiscalização rodoviária destinada a reforçar o cumprimento do Código de Estrada e reduzir os níveis de sinistralidade.
Segundo o chefe da Secção de Instrução e Educação Pública da Polícia de Trânsito, Egídio Pedro, a acção incidiu sobretudo sobre infracções relacionadas com a ausência de sinais luminosos, uma irregularidade recorrente entre os condutores, particularmente de motociclos. “No âmbito de acções de sensibilização e controlo do cumprimento do Código da Estrada foram identificados vários condutores que violavam normas previstas”, afirmou.
De acordo com a Lusa, os infractores estarão sujeitos ao pagamento de multas fixadas em cerca de 1000 meticais, podendo, após a regularização da situação, reaver os respectivos veículos. A PRM admite ainda a aplicação de sanções acessórias em casos de reincidência, incluindo a inibição de conduzir por um período que pode atingir um ano.
A operação foi promovida pelo Comando Provincial da PRM em Nampula e deverá ser alargada nos próximos tempos, em articulação com o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários e outras entidades ligadas à segurança rodoviária. O objectivo, segundo as autoridades, passa por travar o agravamento dos acidentes de viação e promover uma cultura de maior responsabilidade entre os utentes das estradas.
Paralelamente, a polícia garante que as campanhas de sensibilização continuarão a ser realizadas em zonas de elevada concentração populacional, procurando assegurar que os condutores conheçam e cumpram as regras básicas de circulação.
Os dados mais recentes do Governo indicam um agravamento do cenário de sinistralidade rodoviária no País. Entre Janeiro e Agosto, pelo menos 575 pessoas perderam a vida em acidentes de viação, o que representa um aumento de 14% face ao mesmo período do ano anterior. Em Setembro, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, classificou a situação como “inaceitável”, sublinhando que Moçambique regista actualmente os níveis mais elevados de acidentes na região da África Austral.
























































