O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD) denunciou, esta quinta-feira (16), a persistência de barreiras significativas no acesso ao crédito bancário, ao emprego e ao transporte público em Moçambique, apontando o preconceito e a falta de acessibilidade como factores determinantes para a exclusão social deste grupo.
De acordo com a agência Lusa, o presidente do Famod, Zeca Chaúque, afirmou que as instituições financeiras continuam a avaliar negativamente as pessoas com deficiência, partindo do pressuposto de que não possuem capacidade para cumprir obrigações financeiras.
“Para dar crédito, nós primeiro olhamos para a deficiência (…) Pensa-se que nós não temos capacidades como pessoas com deficiência, mas nós somos iguais a muitos, só temos algumas limitações”, afirmou, citado pela comunicação social.
Segundo o responsável, esta percepção estende-se igualmente ao mercado de trabalho, onde empregadores tendem a valorizar as limitações em detrimento das competências. “Quando o empregador olha para a pessoa com deficiência, só vê a dificuldade”, acrescentou.
Para além das restrições no acesso ao crédito e ao emprego, o FAMOD alerta para falhas na implementação de medidas de acessibilidade no transporte público. Apesar da existência de legislação que estabelece condições para a mobilidade de pessoas com deficiência, na prática, muitos meios de transporte continuam inadequados.
“Esses autocarros foram adquiridos depois da existência da lei. Mas, se formos aos mesmos, para acesso por parte das pessoas que usam cadeira de rodas, é um problema”, referiu Zeca Chaúque.


























































