A petrolífera francesa TotalEnergies anunciou, nesta segunda-feira (13), uma nova descoberta de hidrocarbonetos na estrutura Moho G, ao largo da República do Congo, com uma coluna de 160 metros que impulsiona a meta nacional de atingir 500 mil barris por dia (bpd), reforçando o papel do país como um dos principais produtores de petróleo na África Subsaariana.
A nova jazida, localizada na estrutura Moho G, “revelou uma coluna de hidrocarbonetos de aproximadamente 160 metros em reservatórios albianos de elevada qualidade. Quando combinada com a descoberta anterior de Moho F, estima‑se que os recursos recuperáveis atinjam a marca impressionante de 100 mil milhões de barris”, lê‑se no comunicado.
A descoberta utiliza a infra‑estrutura existente, incluindo as unidades flutuantes Alima e Likouf, para acelerar a produção e reforçar o complexo Moho, que representa mais de metade da produção do país.
Este sucesso operacional resulta de um consórcio liderado pela TotalEnergies (63,5%), em parceria com a Trident Energy e a estatal Société Nationale des Pétroles du Congo (SNPC). A descoberta é particularmente relevante pela sua localização no complexo Moho, que já assegura mais de metade da produção total do Congo.
A proximidade às infra‑estruturas de produção existentes, nomeadamente as unidades flutuantes Alima e Likouf, com uma capacidade combinada de 90 mil barris por dia, permitirá uma ligação económica rápida e a comercialização acelerada do petróleo, maximizando a rentabilidade do projecto.
O anúncio surge num momento em que o Congo persegue de forma agressiva a meta nacional de atingir os 500 mil barris por dia (bpd). Para apoiar este crescimento, a TotalEnergies comprometeu‑se a investir mais de 500 milhões de dólares no complexo Moho Nord já em 2025.
Segundo NJ Ayuk, presidente executivo da Câmara Africana de Energia, este resultado demonstra que o futuro da exploração no Congo passa por maximizar, de forma inteligente e eficiente, as bacias já existentes, aproveitando a estabilidade política e o ambiente favorável ao investimento promovido pelo ministro dos Hidrocarbonetos, Bruno Richard Itoua, e pela direcção da SNPC.
Fonte: O Económico



























































