A marca suíça Breitling apresentou o relógio Navitimer B02 Chronograph 41 Cosmonaute Artemis II, uma edição limitada que reforça a ligação histórica do modelo à exploração espacial, que se destaca pelo mostrador produzido a partir de meteorito.
O modelo recupera a génese do Cosmonaute, criado em 1962 a pedido do astronauta Scott Carpenter para a missão a bordo da cápsula Aurora 7. Na altura, o relógio foi adaptado com um mostrador de 24 horas, permitindo distinguir o dia da noite em órbita, onde os ciclos de luz e escuridão não correspondem aos terrestres.
A apresentação decorreu no CineLux, na véspera do salão Watches & Wonders, que se realiza de 14 a 20 de Abril, em Genebra. A nova edição mantém a arquitectura do modelo original, mas integra agora o calibre de manufactura Breitling B02. Este movimento de corda manual é responsável pela indicação das 24 horas e pela função de cronógrafo. O mostrador inclui três submostradores, a icónica régua de cálculo circular e uma escala concebida para uso técnico.
Com uma caixa de 41 milímetros de diâmetro, o relógio preserva as proporções clássicas do Navitimer. A resistência à água é de 3 bar (aproximadamente 30 metros) e o modelo apresenta uma pulseira em pele de jacaré azul, em harmonia com a cor do mostrador.
O elemento central desta edição é o mostrador em meteorito, composto sobretudo por ferro e níquel. Este material revela o padrão natural de Widmanstätten, uma estrutura cristalina única encontrada em meteoritos metálicos. Sobre esta base, foi aplicada uma coloração azul com detalhes em vermelho, visíveis, por exemplo, no ponteiro central do cronógrafo.
No verso da caixa, através do vidro de safira, surgem gravações que fazem referência directa à missão Artemis II, incluindo as inscrições “Artemis II” e “One of 450” — uma alusão à edição limitada de 450 unidades —, bem como o logótipo oficial da missão.
A ligação do Cosmonaute ao espaço prolonga-se por décadas, tendo sido utilizado por astronautas como John Glenn, James McDivitt e Claudie Haigneré, além de marcar presença em missões contemporâneas, como as da SpaceX Dragon. O conceito de um instrumento concebido especificamente para a vida em órbita permanece o pilar desta linha.




Fonte: Revista Exame





















































