Os preços do petróleo estão a registar ligeiras desvalorizações com sinais de que Washington e Teerão poderão retomar as negociações interrompidas neste fim-de-semana, na sequência do bloqueio norte-americano ao Estreito de Ormuz.
O Brent — de referência para a Europa — recua ligeiros 0,25%, para 94,55 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) — de referência para os Estados Unidos da América (EUA) — desliza 0,72%, para 90,62 dólares por barril. Ambos os contratos registaram fortes quedas na sessão de terça‑feira (14), com o Brent, por exemplo, a ceder mais de 4%.
Noutras matérias‑primas, também o gás natural negociado na Europa regista perdas, recuando mais de 2%, para 42,34 euros por megawatt‑hora.
O Presidente norte‑americano, Donald Trump, afirmou que as negociações poderiam ser retomadas “nos próximos dois dias”, segundo noticiou o New York Post. O republicano considerou ainda que a guerra estava “muito perto do fim”, avançou a apresentadora da Fox Business, Maria Bartiromo, citada pela Bloomberg.
Enquanto se aguarda pela retoma das negociações, os EUA continuam a pressionar o Irão com o bloqueio do Estreito de Ormuz para conter as exportações de petróleo da República Islâmica. O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, elogiou a acção, afirmando que “as forças americanas interromperam completamente o comércio que entra e sai do Irão por via marítima”.
Teerão estará a considerar uma suspensão temporária dos embarques através da via marítima para evitar testar o bloqueio dos EUA, segundo uma fonte familiarizada com o assunto e citada por uma agência de notícias financeiras.
Desde o início da guerra, o Irão tem impedido a passagem de quase todo o tráfego marítimo pela rota estratégica, e os fluxos de navios de mercadorias pelo estreito continuam praticamente inexistentes desde o final de Fevereiro.
“A curto prazo, é provável que o petróleo evolua lateralmente, com tendência para a baixa, à medida que o mercado assimila a viragem para a diplomacia”, afirmou Dilin Wu, do Pepperstone Group. “No entanto, mesmo que as tensões geopolíticas diminuam ligeiramente, qualquer recuperação significativa na oferta física demorará a materializar‑se”, advertiu.
Noutros pontos, os importadores de petróleo da Ásia enfrentam uma crise mais profunda, dada a sua dependência das importações energéticas do golfo Pérsico, com o Japão a preparar‑se para uma segunda libertação das reservas nacionais a partir do início de Maio, de acordo com o Ministério da Economia nipónico.























































