A operadora estatal de telecomunicações Moçambique Telecom (Tmcel) anunciou que vai vender vários dos seus bens, incluindo viaturas e outros equipamentos, através de uma hasta pública que começa a 25 de Abril. Esta iniciativa faz parte de um processo de alienação do património que decorrerá em todo o País.
De acordo com uma publicação do jornal Ngani, os interessados em participar podem consultar as listas completas dos bens disponíveis e os respectivos valores mínimos de licitação, acrescentando que estes documentos estão acessíveis nas instalações da Tmcel, localizadas nas avenidas de Angola e Acordos de Lusaka, na cidade de Maputo, bem como nas sedes das delegações provinciais da empresa.
Para uma avaliação mais detalhada, as visitas aos bens estarão abertas ao público entre os dias 13 e 24 de Abril, durante o horário normal de expediente, das 8h00 às 16h00, alertando que a não realização destas visitas pode levar à aquisição de bens sem o conhecimento prévio do seu estado real.
A venda será organizada por lotes, e o sistema de licitação exige que os concorrentes submetam as suas propostas em cupões, que serão depositados em urnas durante a sessão. Os proponentes vencedores terão a obrigação de efectuar um pagamento imediato de, pelo menos, 10% do valor de arrematação, sustentando que este montante não será reembolsado em caso de desistência.
Segundo a divulgação, a hasta pública está agendada para o dia 25 de Abril, às 9h00. O evento acontecerá em simultâneo na cidade de Maputo e nas respectivas delegações provinciais da Tmcel. “Para esclarecimentos adicionais, os interessados podem contactar a Direcção de Logística da empresa, com sede em Maputo, ou recorrer aos serviços provinciais da operadora. A Tmcel sublinha que todos os bens serão vendidos no estado em que se encontram, sem qualquer garantia adicional por parte da empresa”, concluiu.
Apesar do resultado líquido negativo, a Tmcel aumentou o número de clientes móveis activos, passando de 717 052 em 2023 para 841 171 em 2024. No entanto, registou uma redução no número de linhas da rede fixa, que caíram de 27 562 para 25 363.
A Tmcel é detida maioritariamente pelo Estado, com 66% do capital social, seguido pelo Instituto de Gestão de Participações do Estado (IGEPE), com 26%. Este interveio na gestão da empresa em Março de 2023, tendo lançado um Plano de Revitalização aprovado dois meses depois, com o objectivo de reverter o desempenho negativo.
Constituída em Dezembro de 2018, a Tmcel resultou da fusão das extintas Telecomunicações de Moçambique (TDM) e Moçambique Celular (Mcel), com o objectivo de criar uma entidade única, competitiva e sustentável no sector das comunicações. Actualmente, 8% do capital social da empresa pertence a antigos trabalhadores das extintas TDM e Mcel.























































