O secretário de Estado para os Recursos Minerais de Angola, Jânio Correa Víctor, anunciou, nesta terça-feira, 14 de Abril, que o país exportou 17 milhões de quilates de diamantes, em 2025, ao valor bruto de 1,6 mil milhões de dólares.
Segundo noticiou a Lusa, o governante, que abriu a reunião de balanço da produção, comercialização e exportação de diamantes em 2025 e as perspectivas para este ano, disse que os Emirados Árabes Unidos, com 78,6%, e a Bélgica, com 19,9%, foram os principais destinos das exportações.
Jânio Correa Víctor sublinhou que o volume de diamantes comercializado em 2025 registou um aumento de cerca de 70% face ao ano anterior, enquanto o valor bruto arrecadado cresceu aproximadamente 6,7%.
De acordo com o responsável, em 2025 a produção diamantífera atingiu 15,19 milhões de quilates, um aumento de 8% comparativamente ao ano anterior, superando a meta inicial estabelecida no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023‑27, fixada em 15,13 milhões de quilates, bem como a meta revista de 14,8 milhões de quilates.
O secretário de Estado para os Recursos Minerais destacou que o segmento diamantífero nacional se mantém sólido e estruturante para a economia angolana.
“Estes resultados reflectem, por um lado, a capacidade produtiva do sector e, por outro, a sua competitividade nos principais mercados internacionais, marcados por um ambiente de preços pressionados, sendo que o aumento do volume tem sido a estratégia para compensar a redução dos preços no mercado global”, frisou.
Para o período em curso, acrescentou Jânio Correa Víctor, antevê‑se uma evolução gradual no sentido da estabilização do mercado, ainda condicionada por factores externos, mas já com sinais de reequilíbrio, sustentados por uma maior disciplina na oferta e por uma procura mais selectiva.
O responsável realçou que o contexto internacional do mercado de diamantes continua exigente e em transformação, caracterizado por uma procura global mais contida, pela crescente concorrência dos diamantes sintéticos e por ajustamentos estruturais ao longo da cadeia de valor.
“Não obstante esta conjuntura, Angola tem demonstrado um desempenho encorajador, afirmando‑se como um actor relevante, resiliente e cada vez mais credível no panorama global”, vincou.
Sobre o papel social do sector, o governante angolano afirmou que se mantém o empenho na promoção de iniciativas que contribuam para a redução das assimetrias sociais e para a melhoria do bem‑estar das populações, tanto nas zonas extractivas como noutras regiões do país.

























































