A empresa chinesa Sichuan Yahua Industrial Group anunciou, nesta terça-feira (14), que garantiu uma quota de exportação de seis meses para concentrados de lítio do Zimbabué, dois meses depois do país – maior produtor de lítio de África – ter suspendido as exportações deste material essencial para baterias.
Segundo uma publicação da Reuters, o grupo Yahua – especializado em venda de produtos de lítio – sublinhou que a quota será suficiente para assegurar a produção normal na sua mina de Kamativi (pequena cidade mineira no Zimbabué), acrescentando que está a cumprir os procedimentos para retomar as exportações.
Os comentários surgem após o Governo do Zimbabué ter concedido quotas de exportação a duas empresas mineiras chinesas para concentrados de lítio.
A empresas em causa, Chengxin Lithium e Sinomine Resources, operam instalações de extracção de lítio no Zimbabué, segundo noticiou a imprensa estatal nesta segunda-feira.
O Executivo zimbabuano suspendeu as exportações de todos os minerais em bruto e concentrados de lítio em Fevereiro, alegando irregularidades e prejuízos financeiros.
No início deste mês, informou os produtores de que iria introduzir quotas de exportação para os concentrados de lítio, com condições que incluíam o compromisso de aumentar o processamento local.
Em 2025, o país exportou 1,13 milhão de toneladas de concentrado de espodumena contendo lítio para a China, representando cerca de 15% das importações chinesas de concentrados de lítio no ano passado.
A empresa chinesa de produção de materiais para baterias, Huayou Cobalt, afirmou não ter recebido qualquer notificação do Governo do Zimbabué, segundo um relatório da comunicação social estatal desta segunda-feira (13). A Huayou é também um dos investidores chineses no país, dominando a sua indústria de mineração de lítio.

























































