O Governo quer negociar um novo programa de apoio com o Fundo Monetário Internacional (FMI), após a liquidação antecipada da dívida no valor de 701,4 milhões de dólares. Os contactos decorrem esta semana em Washington, no âmbito dos encontros de Primavera do FMI e do Banco Mundial, que reúnem responsáveis de vários países e instituições financeiras internacionais.
“O pagamento antecipado da dívida de 701,4 milhões de dólares ao FMI não significa o fim do relacionamento com o fundo. Pelo contrário, abre-se uma nova página na cooperação”, afirmou o director nacional das Análises Fiscais e Financeiras, Alfredo Mutombene.
Segundo Alfredo Mutombene, ao longo desta semana estão agendados encontros com responsáveis do fundo, com o objectivo de dar início às negociações de um novo programa de apoio. “Durante esta semana teremos encontros com o FMI para avançarmos no engajamento de um novo programa”, acrescentou.
Estes encontros juntam decisores económicos e financeiros de diferentes países, permitindo a discussão de desafios globais e a definição de soluções conjuntas de cooperação económica e financeira.
A delegação moçambicana é chefiada pela ministra das Finanças, Carla Loveira, que participa em reuniões técnicas com responsáveis das duas instituições. O objectivo é identificar novas formas de cooperação económica e reforçar o apoio ao desenvolvimento do País.
De acordo com Alfredo Mutombene, o novo quadro de parceria do Banco Mundial privilegia a criação de emprego através de projectos com elevado impacto económico. A aposta recai sobre iniciativas que possam dinamizar sectores estratégicos da economia nacional.
“Para este objectivo específico, estão identificados projectos em áreas de mão-de-obra intensiva, como energia, corredores de desenvolvimento, agro-negócio e turismo”, explicou Alfredo Mutombene, apontando as prioridades definidas.
O Presidente da República, Daniel Chapo, considerou, a 9 de Abril, “corajosa” a decisão de liquidar antecipadamente a dívida ao FMI. O chefe de Estado destacou que esta medida demonstra responsabilidade macroeconómica e reforça a credibilidade internacional do País.
“Esta decisão deve ser vista como um sinal claro de responsabilidade macroeconómica e de reforço da estabilidade internacional de Moçambique. A dignidade de um povo não tem preço”, declarou Daniel Chapo.
Na mesma ocasião, o Presidente da República afirmou que o Governo continuará a implementar medidas para estimular a produção interna e atrair investimento, defendendo ainda a necessidade de melhorar o ambiente de negócios e tornar a economia nacional mais competitiva.
Fonte: Lusa



























































