O Governo provincial de Benguela decidiu suspender o reinício das aulas no ensino público e privado, devido aos danos de “extrema gravidade” causados pelas fortes chuvas no fim-de-semana naquela província angolana, noticiou a Lusa, nesta segunda-feira, 13 de Abril.
Em comunicado, o Governo refere que a situação de calamidade resultante do desabamento do dique de protecção da margem esquerda do rio Cavavo, entre o bairro da Calomanda e Seta, deram origem a danos de extrema gravidade em pelo menos oito bairros, inclusive parte da cidade-sede devido às fortes chuvas.
Segundo as autoridades de Benguela, o incidente do fim-de-semana – que provocou cinco mortos –, além de comprometer seriamente a mobilidade das populações e causar avultados danos humanos e materiais, forçou o desalojamento de mais de 4500 cidadãos das suas zonas de residência.
Os cidadãos desalojados em consequência das cheias nas zonas habitacionais encontram-se sob assistência das autoridades competentes, refere-se.
As aulas no ensino geral referente ao segundo trimestre, após duas semanas de férias, reiniciaram oficialmente nesta segunda-feira em todas as 21 províncias angolanas.
Em Benguela, o Governo local decidiu suspender a retoma das aulas em todas as instituições de ensino público, privado e comparticipado, face à gravidade e à necessidade premente de se proceder à limpeza das áreas afectadas [pelas chuvas] e à reposição das condições de segurança.
“A interrupção das actividades lectivas manter-se-á em vigor até que as condições permitam o regresso em segurança, sendo que uma nova data será anunciada oportunamente”, lê-se no comunicado, em que se apela ainda à compreensão e à máxima colaboração dos cidadãos.
As chuvas torrenciais voltaram a atingir Angola neste fim-de-semana, com destaque para a província de Benguela, onde o transbordo do rio Cavaco deixou vários bairros submersos, nomeadamente Calomanga, Seta Antiga, Massangarala, Compão, Capiandalo, Cawango, Cotel e Calomburaco.






















































