O Banco Mundial retomou, no início deste mês, os desembolsos relativos às operações em curso na Guiné-Bissau, depois de terem sido suspensos no seguimento do golpe de Estado de Novembro do ano passado, confirmou nesta segunda-feira (13), à Lusa, a instituição.
“Na sequência da suspensão das operações após o golpe de Estado de Novembro de 2025 e de uma revisão da carteira de projectos, os desembolsos relativos às operações existentes foram retomados a partir de 3 de Abril de 2026”, disse uma fonte oficial do Banco Mundial.
Na mesma declaração, a fonte sublinhou que “as novas operações continuam sujeitas a uma avaliação separada” e acrescentou: “O Banco Mundial mantém o seu empenho em apoiar o desenvolvimento da Guiné‑Bissau. O nosso foco centra‑se no reforço das instituições, na formação de capital humano e na consolidação dos ganhos de desenvolvimento para o povo guineense”.
A confirmação da retoma dos desembolsos para as operações em curso surge após a suspensão anunciada a 14 de Janeiro, na sequência do golpe de Estado de Novembro do ano passado.
“O Grupo Banco Mundial está a monitorizar atentamente a situação na Guiné‑Bissau”, afirmou então uma fonte oficial, em resposta a questões da Lusa, quando confirmou que os desembolsos e os projectos tinham sido suspensos no país.
Entre os projectos em curso no país, a instituição tem um [projecto] de resposta a emergências, vários na área da melhoria da conectividade, fortalecimento da administração pública e um financiamento significativo ao recenseamento da população, previsto para começar no final deste mês.
Um autoproclamado Alto Comando Militar tomou o poder na Guiné-Bissau no dia 26 de Novembro de 2025, na véspera da proclamação dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais que tinham decorrido no dia 23 do mesmo mês, depondo o então Presidente cessante e recandidato Sissoco Embaló, que, entretanto, abandonou o país.
Na sequência deste golpe de Estado, vários responsáveis políticos da oposição, magistrados, membros da Comissão Nacional das Eleições e o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foram detidos. Já o candidato que reclama vitória nas presidenciais da Guiné-Bissau, Fernando Dias, “foi forçado a procurar refúgio na Embaixada da Nigéria durante mais de 60 dias”.
O general Hora Inta-a foi designado pelos militares presidente da República de transição, que, por sua vez, instituiu um Governo e um Conselho Nacional de Transição (CNT), que substituiu o Parlamento.

























































