A empresa francesa de energias renováveis Voltalia pôs a funcionar uma central solar de 148 megawatts na África do Sul, num acordo que evidencia a forma como grandes empresas industriais estão a afastar-se das redes eléctricas nacionais instáveis.
A central solar de Bolobedu, na província de Limpopo, deverá fornecer cerca de 300 gigawatts-hora de electricidade por ano à Richards Bay Minerals, unidade da Rio Tinto, ao abrigo de um contrato de compra de energia de longo prazo.
A electricidade produzida será transmitida através da rede gerida pela Eskom, recorrendo a um sistema de wheeling, que permite o fornecimento de energia à mina sem ligação directa.
Este modelo tem vindo a ganhar expressão na África do Sul, à medida que as empresas procuram fontes de energia estáveis fora da empresa pública em dificuldades.
A economia mais industrializada de África continua fortemente dependente do carvão para a produção de energia, apesar de cortes frequentes que continuam a afectar as empresas.
Este cenário tem levado sectores intensivos em energia, como o mineiro, a assegurar acordos privados de energia renovável para reduzir custos, melhorar a fiabilidade e cumprir metas climáticas.
A Voltalia indicou que o projecto permitirá reduzir as emissões de carbono em mais de 237 mil toneladas por ano, sublinhando o papel crescente das energias renováveis na descarbonização das operações mineiras, um dos sectores mais poluentes do continente.
Durante a fase de construção, o projecto gerou também benefícios locais, empregando cerca de 800 pessoas, incluindo uma maioria de jovens trabalhadores e uma percentagem significativa de mulheres.
Os trabalhadores receberam formação em instalação solar e apoio técnico, contribuindo para o desenvolvimento de competências num sector com forte potencial de crescimento em África.
“A economia mais industrializada de África continua fortemente dependente do carvão para a produção de energia, apesar de cortes frequentes que continuam a afectar as empresas”
O projecto surge numa altura em que se multiplicam as parcerias energéticas privadas no país. As empresas estão cada vez mais a celebrar contratos de fornecimento de energia renovável de longo prazo, procurando proteger as suas operações da instabilidade da rede eléctrica, ao mesmo tempo que se alinham com compromissos climáticos globais.
“O comissionamento integral de Bolobedu ilustra o nosso compromisso com a aceleração da descarbonização das indústrias e com o apoio a uma transição energética inclusiva”, afirmou o director-executivo da Voltalia, Robert Klein.
Fonte: Business Insider Africa

























































