A África do Sul anunciou, através do MTN Group, a abertura de candidaturas para a edição de 2026 do Programa Pan-Africano de Inovação em Media (MIP), uma iniciativa que visa fortalecer o futuro do jornalismo em África através de formação especializada, inovação e colaboração entre profissionais do sector.
O programa terá a duração de 12 semanas, distribuídas ao longo de seis meses, combinando módulos académicos online com uma imersão presencial em Joanesburgo. A formação abordará temas como transformação digital, sustentabilidade dos media, ética, inovação em redacções e o impacto das tecnologias emergentes no ecossistema da informação.
De acordo com o site Tech Africa, o projecto lançado em parceria com a Universidade de Joanesburgo e o African Editors Forum, representa a expansão de uma iniciativa anteriormente implementada na Nigéria, para uma plataforma de âmbito continental. Além disso, a iniciativa foi destacada por vários intervenientes como um passo essencial para o fortalecimento do jornalismo no continente africano.
“Através do MIP da MTN, em parceria com a Universidade, investimos no futuro do jornalismo, ao dotar os profissionais de media das competências, redes e ferramentas necessárias para navegar num cenário de informação em rápida transformação. Esta iniciativa reforça o compromisso da MTN em apoiar meios de comunicação fortes, éticos e sustentáveis nos nossos mercados, e em promover as vozes que moldam as histórias do nosso continente”, afirmou Nompilo Morafo, directora de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos, MTN Group.
As candidaturas decorrem até 30 de Abril de 2026 e destinam-se a jornalistas, editores e profissionais de media de mercados onde a MTN opera, com experiência intermédia ou sénior e forte compromisso com o jornalismo ético e inovador.
Por sua vez, Churchill Otieno, presidente do African Editors Forum, sublinhou que, para África aprofundar a democracia e a coesão social, é necessário ter redacções fortes, independentes e capazes de se adaptar às mudanças rápidas da dinâmica dos media. “O Programa Pan-Africano de Inovação em Media oferece uma plataforma vital para que jornalistas e editores possam aperfeiçoar competências, colaborar entre fronteiras e inovar no interesse do público.”
Além da componente académica, os participantes terão acesso a imersões em redacções, masterclasses, visitas de estudo e actividades de networking entre profissionais de vários países africanos, promovendo uma comunidade pan-africana de prática jornalística.
Após o encerramento das candidaturas, os candidatos serão avaliados e seleccionados pela Universidade de Joanesburgo e pela African Editors Forum, com base no mérito profissional, impacto potencial e compromisso com a evolução do sector dos media em África.
























































