A linha ferroviária planeada para ligar as minas de cobre da Zâmbia aos mercados globais através do porto do Lobito, em Angola, poderá custar até 5 mil milhões de dólares, com o início da construção previsto para este ano, segundo um estudo ambiental do projecto.
A linha, com 830 quilómetros, deverá estar concluída em 2030, refere o relatório publicado pela Zambia Environmental Management Agency a 3 de Abril. A Africa Finance Corporation (AFC) é o principal promotor e financiador do projecto.
A ferrovia será a maior construção deste tipo na Zâmbia desde a década de 1970, quando a China ajudou a financiar e construir uma linha que segue para leste, desde a região mineira de cobre até um porto na Tanzânia. Essa infra‑estrutura, conhecida como TAZARA, entrou em degradação e está actualmente a ser revitalizada por um grupo de empresas chinesas, num investimento de cerca de 1,2 mil milhões de dólares.
Os Estados Unidos da América estão a disponibilizar 553 milhões de dólares em financiamento a um consórcio que inclui a Trafigura e a Mota‑Engil, parceiros complementares no projecto, para modernizar a linha existente em Angola, que liga o porto do Lobito à fronteira com a República Democrática do Congo.
Não é claro se a administração de Donald Trump irá disponibilizar financiamento adicional para a ligação até à Zâmbia ou se optará por concentrar o apoio na reabilitação da continuação da linha existente que segue de Angola para o Congo.
O relatório refere que a União Europeia manifestou interesse estratégico em financiar o projecto, e o Banco Africano de Desenvolvimento também se comprometeu a investir. O documento não menciona envolvimento dos Estados Unidos nesta fase. O custo de capital é estimado entre 3 mil milhões e 5 mil milhões de dólares, incluindo material circulante.
Os troços de nova linha na Zâmbia e em Angola serão geridos por veículos de propósito específico em cada país, que incluirão os respectivos governos entre os accionistas, juntamente com a AFC. Outros parceiros deverão incluir empresas mineiras e operadores ferroviários, segundo o relatório de impacto ambiental e social.
Fonte: Bloomberg



























































