O representante do Banco Mundial, Laurent Corthay, afirmou que o turismo poderá desempenhar um papel central na criação de emprego em Moçambique, no âmbito do novo quadro de parceria para os próximos cinco anos. A posição foi defendida esta quarta-feira, 8 de Abril, durante o retiro técnico estratégico de lançamento da Estratégia Nacional do Turismo e do Plano Director do Turismo da província de Inhambane.
Segundo Laurent Corthay, o Banco Mundial está alinhado com as prioridades definidas pelo Governo moçambicano. Além disso, o novo quadro de parceria identifica o turismo como um dos cinco pilares de intervenção estratégica, destacando o sector como um motor de criação de emprego e de combate à pobreza.
O responsável explicou que cerca de meio milhão de jovens entram todos os anos no mercado de trabalho em Moçambique. Por isso, disse, é necessário implementar respostas estruturadas e sustentáveis que aproveitem o potencial do turismo. “Os empregos são o caminho mais directo e mais eficaz para sair da pobreza”, sublinhou.
Laurent Corthay acrescentou que o turismo é um dos sectores com maior capacidade de gerar postos de trabalho. Cada emprego no sector pode gerar entre dois a três empregos adicionais em sectores associados, afirmou, evidenciando o efeito multiplicador na economia local.
Ao mesmo tempo, o responsável destacou que o turismo baseado na natureza apresenta ainda maior potencial de retorno económico. “O efeito multiplicador do turismo pode atingir até seis vezes o valor investido por cada emprego criado, especialmente em zonas protegidas”, disse.
Para maximizar este impacto, Laurent Corthay defendeu a definição de prioridades estratégicas. Assim, o Banco Mundial apoia a orientação do Governo de posicionar Inhambane como a capital do turismo, sem descurar o potencial de outras regiões do País.
O representante do Banco Mundial sublinhou que o retiro constitui um ponto de partida para estruturar o envolvimento do banco nos próximos anos. Isto ocorre no contexto do novo ciclo de parceria 2026-31, que sucede ao plano anterior e permitirá definir acções concretas e sustentáveis para o sector.
Por fim, Laurent Corthay realçou que o turismo é um sector transversal que exige coordenação entre diversas áreas. “O desafio é grande, mas temos a oportunidade de nos unirmos em torno de uma visão comum e transformar este potencial em realidade”, concluiu, apontando sectores como ambiente, transportes, segurança e cultura como essenciais para o sucesso.
Texto: Florença Nhabinde
























































