O Governo comunicou no Parlamento que prevê investir 46,5 milhões de dólares no programa “Acredita Emprega” com o objectivo de financiar o empreendedorismo jovem, incluindo 15 mil subvenções não reembolsáveis, para fomentar o emprego.
Intervindo nesta quarta-feira, 8 de Abril, o ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Massane, avançou que a iniciativa, lançada nacionalmente no mês passado visa travar os níveis de desemprego, esclarecendo que além do valor do investimento, espera-se ainda a disponibilização de 80 mil bolsas de formação profissional gratuita para a população dos 17 aos 35 anos.
O governante clarificou que as 15 mil subvenções são destinadas a raparigas, que poderão concorrer para receber 100 mil meticais para iniciar negócios.
“Em apenas alguns dias após a abertura das candidaturas, o programa recebeu 107 404 candidaturas, das quais 99 813 foram consideradas elegíveis, representando uma taxa de elegibilidade de 93%. Estes números revelam por si só a dimensão da procura elevada que existe no nosso País por oportunidades concretas de formação e emprego”, afirmou.
O ministro adiantou que o Governo vai expandir também o programa “Eu Sou Capaz”, pensado para jovens em situação de vulnerabilidade e na valorização da sua auto-estima, orientação vocacional e desenvolvimento de competências empreendedoras, recordando que no ano passado foram alcançados 515 mil beneficiários, ajudando sobretudo com material escolar.
“Em 2026 esta cobertura será alargada para 600 mil beneficiários a partir do mês de Julho, ao mesmo tempo que o programa passará a abranger 27 mil raparigas fora da escola em treino de habilidades para a vida”, prometeu o governante, indicando que vai igualmente passar a abranger 91 distritos, contra os anteriores 75.
Segundo dados apresentados, Moçambique conta actualmente com nove incubadoras de emprego, prevendo-se a construção de mais três este ano. “O Executivo quer os jovens a dominarem a tecnologia para beneficiar de novos empregos que surgem no contexto da Inteligência Artificial (IA), num país que conta com mais de 10 milhões de utilizadores de internet e mais de 20 milhões de utilizadores de carteiras móveis, na sua maioria jovens”, sublinhou.
De acordo com o ministro, o Fórum Económico Mundial estima que até 2030 a IA e automatização poderão eliminar cerca de 85 milhões de postos de trabalho a nível global, criando simultaneamente 97 milhões de novas funções que hoje ainda não existem, exortando para que Moçambique não seja “espectador” nestas transformações.
“Preparar os nossos jovens para navegar, competir e prosperar nesta nova economia não é uma questão de política sectorial, é uma questão de soberania nacional, de autonomia estratégica e de dignidade colectiva”, concluiu.

























































