A taxa de inflação em Angola recuou para 12,42% em Março passado, menos 0,93 pontos percentuais do que em Fevereiro, uma trajectória descendente que se prolonga há 21 meses consecutivos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo informou a Lusa, nesta quarta-feira, 8 de Abril, o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) atingiu um pico em Julho de 2024, com uma variação homóloga de 31,09%, recuando desde então de forma ininterrupta até aos actuais 12,42%, o valor mais baixo desde Julho de 2023.
A classe transportes registou a maior variação homóloga em Março, com 16,59%, inferior aos 18,66% de Fevereiro, seguindo-se habitação, água, electricidade e combustíveis, com 15,49%, e saúde e educação, ambas com 13,40%.
A classe alimentação e bebidas não alcoólicas continua a ser o principal motor da inflação, respondendo por 62,26% da variação do índice geral, com uma contribuição de 7,73 pontos percentuais, com a variação a recuar de 13,55% em Fevereiro para 12,72% em Março.
A nível provincial, Cabinda registou a maior variação de preços, com 19,56%, seguida de Malanje, com 14,62%, e Lunda Sul, com 14,58%.
No extremo oposto, Cunene apresentou a variação mais baixa do país, com 9,87%, seguida de Huambo, com 9,93%, e Namibe, com 10,55%.
A descida da inflação angolana está em linha com as projecções do Banco Nacional de Angola (BNA), que estima uma taxa de inflação de 13,5% para 2026.

























































