O Banco de Miçombique (BdM) comunicou que as Reservas Internacionais Líquidas (RIL) dispararam em Fevereiro, para um novo recorde, de 4,2 mil milhões de dólares. Segundo a entidade, estas reservas correspondem a divisas em moeda estrangeira utilizadas para financiar a importação de bens e serviços essenciais para a economia nacional.
Os dados do banco central indicam que o nível recorde foi alcançado no final de 2025 e manteve-se praticamente estável no início deste ano. Entre Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026, as RIL registaram uma ligeira subida, próxima de 1%, consolidando o patamar superior a 4,1 mil milhões de dólares.
O relatório mostra ainda que a trajectória de crescimento já vinha sendo observada nos meses anteriores. Em Setembro do ano passado, as reservas aumentaram 1%, atingindo 3,9 mil milhões de dólares, valor que se manteve em Outubro.
Antes disso, em Agosto do mesmo ano, o País tinha alcançado um máximo histórico de 4 mil milhões de dólares em RIL.
“Pagámos o serviço da dívida ao FMI recorrendo às reservas internacionais líquidas do País. São posições financeiras que Moçambique tem, de tal sorte que não houve a necessidade de proceder a qualquer alteração orçamental para esta finalidade”, afirmou a governante citada pela Lusa.
Num comunicado, o Governo recordou que o PRGT do FMI é uma janela que fornece financiamento concessional a países como Moçambique, que enfrentam pressões fiscais e da balança de pagamentos.
O Diário Económico esclareceu que dados recentes do FMI indicam que o saldo de crédito pendente caiu de 514,04 milhões de direitos de saque especiais (SDR), no final de Fevereiro, para zero a 27 de Março, após reembolsos no mesmo montante e sem novos desembolsos no período. Em termos práticos, o pagamento corresponde a 701,4 milhões de dólares.
Segundo a nota do Governo, os empréstimos reembolsados pelo Estado correspondem ao financiamento desembolsado pelo FMI no âmbito do PRGT para a Facilidade de Crédito Rápido de 2019, para a Facilidade de Crédito Rápido de 2020 e para a Facilidade de Crédito Alargado de 2022, sublinhando que “estes programas tinham todos expirado e não se esperava financiamento adicional”.




























































