O ouro chegou a avançar mais de 3% nesta quarta-feira (8), depois de os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão terem concordado suspender as hostilidades por duas semanas, de forma a ganharem tempo para discutir um acordo de paz duradouro. A nova ronda de negociações começa já na sexta-feira em Istambul e, como parte do cessar-fogo, a República Islâmica concordou em retomar a livre circulação de embarcações no Estreito de Ormuz – embora agências internacionais refiram que a mesma só será possível com o pagamento de uma taxa.
Nesta manhã, o ouro reduziu ligeiramente os ganhos e encontra-se a acelerar 2,37% para 4819,68 dólares por onça, aproximando-se da barreira dos 5 mil dólares em que negociava no período pré-guerra. Apesar do metal amarelo normalmente beneficiar de uma escalada nas tensões geopolíticas globais, a interrupção das travessias em Ormuz mergulhou o mundo na maior crise energética da história recente, levando os investidores a preverem um grande impacto na inflação e, consequentemente, na forma como os bancos centrais por todo o globo olham para a política monetária.
“A subida do ouro acima dos 4800 dólares reflecte uma reavaliação do risco, em vez de uma mudança completa de tendência”, explica Ahmad Assiri, estratega da Pepperstone Group, à Bloomberg. “Esta subida sugere que os mercados estão agora a prever uma menor probabilidade de perturbações prolongadas, mantendo, no entanto, um desconto significativo em relação à situação anterior à crise no Irão”, diz ainda.
Desde os primeiros ataques no final de Fevereiro, realizados pelos EUA e Israel, o ouro já perdeu cerca de 9% do seu valor. O metal precioso tem estado a recuperar, embora de forma lenta, nos últimos dias com os investidores a mostrarem-se esperançosos com um cessar-fogo, beneficiando ainda das expectativas de que um abrandamento do crescimento económico mundial venha a contrariar as subidas nas taxas de juro.























































